Universidade Eduardo Mondlane

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REFORMA INSTITUCIONAL : UEM discute melhor modelo para uma UdI

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) está a viver um momento decisivo no seu processo de transformação em Universidade de Investigação (UdI). Directores de Faculdades e Escolas reuniram-se na Segunda-feira (18/08), em Maputo, para debater a reestruturação das unidades orgânicas, procurando o modelo de gestão mais ajustado às exigências de uma instituição que pretende colocar a investigação no centro da sua missão.

No encontro, foram apresentadas três propostas, resultantes das contribuições das Faculdades de Ciências, Economia e Engenharia. Cada uma traz uma visão própria sobre como estruturar melhor as faculdades e escolas para responderem aos desafios de uma UdI. O primeiro modelo sugere a criação de um Conselho Científico, de um Director-adjunto para Investigação, Inovação e Extensão e de um Departamento de Projectos de Investigação, Inovação e Extensão. O segundo é mais enxuto, prevendo apenas um Director-adjunto e um Gabinete de Projectos. Já o terceiro retoma a ideia de um Conselho Científico aliado a um Director-adjunto para Investigação e Extensão.

Ao abrir o encontro, o Director do Gabinete de Planificação, Qualidade e Estudos Institucionais, Prof. Doutor Hermínio Muiambo, destacou que o desafio é encontrar consensos em torno de um modelo capaz de tornar a UEM mais eficiente, menos burocrática e orientada para resultados. Recordou, ainda, que a reforma tem como objectivos centrais reduzir estruturas para cortar custos, priorizar a investigação relevante para o desenvolvimento do país, descentralizar a gestão, dando maior autonomia às faculdades e escolas, e reforçar a cultura de qualidade e responsabilidade com base em resultados concretos.

Por sua vez, o Coordenador da Reforma Institucional, Prof. Doutor Nelson Zavale, sublinhou que a criação de departamentos ou unidades de projectos é uma peça-chave para apoiar investigadores. Essas unidades terão a responsabilidade de acompanhar a elaboração e submissão de propostas de investigação, extensão e inovação, além de garantir a gestão rigorosa dos fundos e a avaliação dos resultados, através de indicadores claros de desempenho.

O modelo mais adequado será submetido aos órgãos colegiais da Universidade, para análise e homologação, antes da aprovação dos regulamentos que permitirão a sua implementação. Mais do que uma mudança administrativa, a reestruturação marca um passo estratégico na ambição da UEM de se afirmar como uma Universidade de Investigação de referência em África, capaz de gerar conhecimento, inovação e impacto directo no desenvolvimento de Moçambique.