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Na Cidade de Maputo: uso de sistemas solares reduz gastos com electricidade

O uso dos sistemas solares de aquecimento de água doméstica vai reduzir, em grande medida, o consumo com gastos de energia elétrica usada para o aquecimento de água nas famílias que recorrem a termo-acumuladores, chaleiras, fogões, e outras formas de aquecimento de água, conclui uma pesquisa sobre o Impacto dos sistemas solares de aquecimento de água doméstica nas zonas urbanas e periféricas de Moçambique.
O estudo visava medir o impacto para a transição deste tipo de sistema no consumidor e no sector eléctrico tendo em conta o roteiro que existe que prevê a instalação de sistemas solares residenciais de aquecimento de água doméstica, no país.
Além de reduzir os custos com a eletricidade, o sistema apresenta impacto significativo na redução, em 76 por cento da emissão do dióxido de carbono, impactando positivamente para o ambiente.
O uso dos sistemas solares de aquecimento de água doméstica difere do sistema de painéis solares que são destinados a produção da electricidade. O sistema ‘solar’ vai acoplar um “backup” eléctrico para dias sem radiação, podendo usar-se a energia da rede, mas sem grandes custos, porquanto a pesquisa recorreu a dados de 36 anos para prever o comportamento de temperatura, em Moçambique, tendo sido constatado que são muito poucos os dias sem radiação solar, no país.
A pesquisa, da autoria da investigadora da Faculdade de Ciências da UEM, Doutora Célia Artur, foi realizada no contexto do seu Doutoramento em Ciência e Tecnologia de Energia com o título “Avaliação do Potencial de Sistemas Solares Térmicos para Aplicações de Aquecimento de Água Doméstica em Zonas Urbanas e Periféricas, em Moçambique: um estudo de caso da Cidade de Maputo”.
Em entrevista ao espaço Café da Manhã, a Doutora Célia Artur, sem avançar números concretos, a pesquisadora admite que o investimento inicial é substancial para a aquisição e instalação do sistema, mas garante poupança significativa para as famílias.
Realizado em cinco distritos da Cidade de Maputo, o estudo proporcionou uma visão no que diz respeito a políticas a serem adoptadas em caso de implementação deste sistema no sector residencial.
No âmbito do mesmo trabalho, a Doutora Célia Artur conquistou, há dias, o primeiro lugar na categoria de Mulheres Investigadoras, na quarta Edição das Medalhas de Mérito Científico REN (Redes Energéticas Nacionais) do Centro de Ciência em Língua Portuguesa e Fundação para Ciência e Tecnologia de Portugal.
As Medalhas de Mérito Científico REN visam reconhecer e valorizar trabalhos de investigação realizados por jovens de países africanos de língua portuguesa nas áreas de energia e transição energética.