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Universidade Eduardo Mondlane

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UEM homenageia funcionários que passaram à reforma

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) homenageou, na manhã desta Quinta-feira (24/09), em Maputo, cerca de 70 agentes e funcionários do Estado que passaram à condição de reformados em 2025.
A cerimónia juntou docentes, investigadores, auxiliares administrativos e técnicos profissionais de diferentes áreas, que dedicaram mais de 35 anos ao serviço público e à Universidade.
Ao longo da sua carreira, os homenageados contribuíram para o funcionamento e desenvolvimento da UEM, nas áreas académica, científica, administrativa, técnica e social.
Na ocasião, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, destacou a diversidade de funções desempenhadas pelos reformados, sublinhando que alguns estiveram directamente ligados à formação de estudantes, enquanto outros asseguraram as condições administrativas, técnicas e operacionais necessárias ao funcionamento da instituição.
“Uma Universidade não se constrói apenas através dos seus edifícios, regulamentos ou diplomas que ela concede; constrói-se, fundamentalmente, através das pessoas e da humanidade que elas emprestam, tornando assim a instituição verdadeiramente social”, afirmou.
O Reitor agradeceu aos funcionários pelo tempo dedicado à Universidade, pelo conhecimento partilhado e pelo contributo prestado na superação dos desafios institucionais, bem como na formação e orientação de outros profissionais.
Manuel Guilherme Júnior reconheceu, igualmente, que a reforma ocorre num contexto de rápidas transformações económicas, sociais e tecnológicas, que obrigam as instituições a renovar-se e a preparar novas gerações de profissionais.
Entretanto, advertiu que a renovação institucional não deve significar o esquecimento da experiência acumulada ao longo dos anos.
“Por isso, a experiência acumulada pelos nossos colegas reformados constitui um património que deve ser valorizado”, frisou.
Em representação dos reformados, Leonor Celeste Silva agradeceu a homenagem, considerando-a uma demonstração de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo de vários anos.
Segundo explicou, a passagem à reforma é acompanhada por sentimentos diversos, por representar, simultaneamente, o encerramento de uma etapa profissional e o início de uma nova fase da vida.
“Uma parte importante das nossas vidas foi dedicada ao serviço público, ao crescimento e à consolidação da Universidade”, afirmou.
Leonor Celeste Silva destacou ainda as transformações testemunhadas ao longo dos anos de serviço, incluindo a formação de várias gerações de estudantes e o crescimento profissional de diferentes colegas.
Na despedida, os reformados deixaram uma recomendação às novas gerações de profissionais: que abracem com dedicação o serviço público e continuem a cuidar da Universidade que ajudaram a construir.
A cerimónia contou com a presença da comunidade universitária, directores das unidades, familiares e amigos dos homenageados.

Concluídas condições normativas para a sustentabilidade da Reforma Institucional

Ainda no decurso da cerimónia, o Reitor deu a conhecer à comunidade universitária e à sociedade em geral que a Universidade acaba de concluir todas as condições normativas estruturantes para a sustentabilidade da Reforma Institucional, realçando que a assinatura do novo programa de cooperação com a Suécia, um dos mais antigos parceiros estratégicos do desenvolvimento institucional, testemunha a confiança nas escolhas desta trajectória.
Explicou que a Reforma Institucional constitui uma decisão estratégica que vai para além de uma simples mudança de foco organizacional. Resultou de um diagnóstico institucional profundo, com análise de factores internos e externos à instituição, ao país e ao mundo.
Segundo o Reitor, tratou-se de uma decisão que responde à pergunta sobre o papel da Universidade no actual estágio de desenvolvimento social e económico de Moçambique.
“Nós, como UEM, respondemos com esta visão estratégica: transformar a UEM numa Universidade de Investigação. E, para tal, a Reforma Institucional tornou-se, por consequência, uma necessidade estratégica”, concluiu.