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Projecto Ímpar forma 20 mulheres em Empreendedorismo Social Feminino

Vinte jovens mulheres da Faculdade de Direito da UEM concluíram os cursos de formação em empreendedorismo social feminino, no âmbito do projecto Ímpar – Inovar para Empoderar Mulheres como Promotoras da Economia Social Subsaariana. A cerimónia de encerramento foi marcada pela entrega de certificados e pelo reconhecimento da importância da capacitação feminina para a transformação social.
A iniciativa tem como objectivo dotar jovens mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, de conhecimentos e competências para conceber, implementar e desenvolver projectos de empreendedorismo social, orientados para a inclusão, a sustentabilidade ambiental e a resposta aos desafios das comunidades.
Na ocasiao, a Vice-Reitora Académica da UEM, Prof.ª Doutora Amália Uamusse, afirmou que as competências recebidas pelas formandas são particularmente importantes num contexto em que as sociedades enfrentam desafios complexos, que exigem soluções inovadoras, inclusivas e sustentáveis.
Destacou, ainda, que o Projecto ÍMPAR assume uma importância acrescida ao colocar as jovens mulheres no centro do processo de capacitação, contribuindo para ampliar as suas possibilidades de participação na economia, fortalecendo a sua autonomia e valorizando o seu papel como agentes de desenvolvimento.
“A relevância de uma universidade não se mede, exclusivamente, pela qualidade dos cursos que oferece ou pelo número de graduados que forma. Mede-se, também, pela sua capacidade de responder aos desafios das sociedades, de contribuir para a transformação das comunidades e de criar oportunidades para que o conhecimento produzido no seu seio tenha impacto concreto na vida das pessoas”, disse.
O Director da Faculdade de Direito da UEM, Prof. Doutor Eduardo Chiziane, destacou a importância da iniciativa para o empoderamento das jovens mulheres, defendendo que os conhecimentos adquiridos durante a formação devem ser devidamente aplicados na criação de soluções práticas para os desafios sociais.
“O Projecto Ímpar foi concebido com o financiamento da União Europeia, que congrega alguns países de língua portuguesa, designadamente Moçambique, Angola, Cabo Verde, Portugal e Espanha”, afirmou.
A representante das formandas, Lúcia Tembe, afirmou que a formação permitiu às participantes compreender que o empreendedorismo vai além da criação de um negócio, da venda de um produto ou da prestação de um serviço.
Segundo explicou, empreender significa identificar problemas na sociedade e transformá-los em soluções empáticas e sustentáveis.