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Universidade Eduardo Mondlane

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Processamento de Frangos em Maputo: CB-UEM entrega nova infraestrutura no Mercado do Povo

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e o Conselho Municipal de Maputo entregaram, na Sexta-feira, 23 de Outubro, uma nova infraestrutura destinada a melhorar as condições de abate, processamento e comercialização de frangos no Mercado do Povo, na cidade de Maputo.
A infraestrutura resulta de uma investigação realizada entre 2018 e 2022, no âmbito do projecto ChEEP ChEEP, desenvolvido pelo Centro de Biotecnologia da Universidade Eduardo Mondlane (CB-UEM). O estudo identificou os mercados informais da cidade de Maputo como pontos críticos de contaminação bacteriana em frangos, representando sérios riscos para a saúde pública.
Orçada em cerca de cinco milhões de meticais, a nova infraestrutura dispõe de um reservatório de água, um sistema de drenagem de águas residuais, uma área de processamento e um espaço exclusivamente dedicado à comercialização.
O edifício tem capacidade para acolher 34 bancas, conta com pavimento e cobertura metálica e dispõe de cinco pontos de lavagem, garantindo melhores condições de higiene e saneamento. Com a disponibilização do novo espaço, os vendedores que, anteriormente, exerciam as suas actividades no local são reintegrados, sem custos adicionais.
Neste contexto, as duas instituições assinaram, na tarde desta Sexta-feira, um memorando de entendimento que estabelece as responsabilidades de cada uma no acompanhamento do projecto. O Município de Maputo assume a responsabilidade de assegurar a continuidade das actividades dos comerciantes, enquanto a UEM continuará a contribuir com conhecimento técnico e científico, apoiando a organização do espaço e a capacitação dos vendedores.
Na ocasião, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, afirmou que a obra contribuirá para melhorar as condições de higiene e segurança alimentar, bem como para dinamizar a comercialização de frangos no Mercado do Povo.
Segundo o dirigente, os mercados da capital do país devem ser espaços firmes, organizados e seguros, tanto para quem vende como para quem compra.
Manhique defendeu, ainda, que a universidade não deve estar distante da sociedade, sublinhando que o conhecimento produzido pelas instituições de ensino superior deve chegar aos bairros, aos mercados e às comunidades, contribuindo para encontrar soluções para os desafios do quotidiano.
Por sua vez, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme, afirmou que a produção científica só faz sentido quando gera impacto na sociedade. “É parte da responsabilidade da Universidade colaborar com o sector produtivo, incluindo com entidades públicas. E o nosso compromisso continua em relação a este projecto. Com o memorando que acabamos de assinar, as nossas equipas continuarão a desenvolver outros projectos”, afirmou.
Após a cerimónia, o Reitor da UEM e o presidente do Conselho Municipal de Maputo visitaram, demoradamente, as novas instalações e interagiram com as vendedoras, que se comprometeram a cuidar do espaço.
A intervenção do CB-UEM no Mercado do Povo, através da construção desta infraestrutura, inclui o reforço do acesso à água, acções de educação sanitária e a reorganização do espaço de trabalho, com a separação das áreas destinadas ao processamento e à comercialização. A intervenção contempla ainda a criação de uma zona exclusiva para a venda de carcaças de frango, considerada uma área limpa.