
Processamento e Valorização de Frutos do Mar: ESUDER inaugura incubadora
A Escola Superior de Desenvolvimento Rural (ESUDER), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), inaugurou, em Vilankulo, uma Incubadora de Processamento e Valorização de Frutos do Mar, uma iniciativa apoiada pela Embaixada do Reino da Tailândia em Moçambique visando a formação prática, a inovação e a capacidade de transformar recursos pesqueiros em produtos de maior valor económico.
O projecto resulta de um processo de cooperação iniciado em 2025, envolvendo a ESUDER, o Governo do Distrito de Vilankulo, o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e a Embaixada do Reino da Tailândia. Como parte desta parceria, seis técnicos moçambicanos, incluindo docentes da UEM, participaram numa formação, na Tailândia, sobre técnicas de valorização e processamento de frutos do mar.
A escolha de Vilankulo reflecte a importância da região para a actividade pesqueira e o seu potencial no desenvolvimento da economia azul. Com mais de 2.700 quilómetros de costa e uma elevada diversidade de recursos marinhos, Moçambique dispõe de condições para ampliar o aproveitamento económico dos produtos da pesca. No entanto, desafios relacionados com processamento, conservação, embalagem, armazenamento e comercialização continuam a limitar a agregação de valor ao longo da cadeia.
A nova estrutura cria um espaço dedicado à formação, experimentação, inovação e desenvolvimento de técnicas de processamento, permitindo explorar formas de reduzir perdas, melhorar a conservação e apresentação dos produtos e aumentar o seu valor antes de chegarem ao mercado.
Impacto na formação
Estudantes dos cursos de Produção Pesqueira e Agro-processamento participaram nas actividades de capacitação, passando a dispor de um ambiente mais próximo das condições encontradas no sector produtivo. A experiência permite transformar conteúdos académicos em competências práticas e preparar futuros profissionais para responder às necessidades de uma cadeia de valor em transformação.
A incubadora poderá, também funcionar como uma ponte entre a universidade e quem produz, processa e comercializa. Ao aproximar estudantes, docentes, pescadores, empreendedores, comunidades, instituições públicas e outros actores da cadeia de valor, a iniciativa cria condições para a circulação de conhecimento e para o desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade local.
