
UEM homenageia Jimmy Dludlu pelos 40 anos de carreira
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) homenageou, esta Terça-feira (15/09), o guitarrista e docente da Escola de Comunicação e Artes (ECA), Jimmy Dludlu, em reconhecimento dos seus 40 anos de carreira artística e do seu contributo para a valorização e promoção da música moçambicana e africana.
A homenagem aconteceu durante a Masterclass “Jimmy Dludlu: Notas Biográficas e Experiências de Composição e Arranjo”, realizada na Sala Magna da ECA, que reuniu estudantes, docentes e público em geral. Durante a sessão, o músico partilhou experiências sobre composição, arranjo e os diferentes momentos que marcaram a sua trajectória artística.
Na ocasião, Jimmy Dludlu recebeu um diploma de reconhecimento das mãos do Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior.
O Reitor afirmou que a homenagem representa o reconhecimento de uma vida dedicada à música, à formação, à criação artística e à afirmação da identidade africana.
“Reunimo-nos para celebrar uma vida dedicada à música, à formação, à criação artística e à afirmação da identidade africana”, afirmou Manuel Guilherme Júnior, sublinhando que, ao longo de quatro décadas, a trajectória de Jimmy Dludlu atravessou fronteiras, aproximou culturas e levou a voz de África a palcos nacionais e internacionais.
Nascido em Maputo, Jimmy Dludlu iniciou a sua aprendizagem musical ainda jovem, no bairro de Chamanculo, desenvolvendo posteriormente experiências em diferentes países. O contacto com diversas tradições, músicos e linguagens musicais contribuiu para a construção da sua identidade artística.
Ao longo da carreira, trabalhou com grandes nomes da música africana, entre os quais Miriam Makeba e Hugh Masekela.
Para o Reitor, as experiências internacionais do músico foram também determinantes na procura de uma linguagem própria, baseada na valorização das suas raízes africanas e moçambicanas.
É docente da ECA desde 2006, onde tem contribuído para a formação de estudantes e para o desenvolvimento de bandas de Afrojazz.
Manuel Guilherme Júnior considerou que a presença do artista na Universidade representa uma ponte entre a academia e o mundo profissional, entre a sala de aula e o palco, e entre a tradição e a inovação.
O Reitor defendeu ainda que a experiência de artistas como Jimmy Dludlu deve ser investigada e documentada, considerando-a relevante para estudos sobre composição, arranjo, performance, Afrojazz, identidade cultural e criação musical africana.
“Queremos que a experiência dos nossos artistas seja investigada, que as nossas práticas sejam documentadas e que os nossos repertórios sejam estudados”, afirmou.
Por seu turno, Jimmy Dludlu recordou que chegou à ECA a convite do antigo Presidente da República, Armando Guebuza, que o incentivou a partilhar, através do ensino, os conhecimentos adquiridos durante a sua experiência profissional além-fronteiras.
O músico apresentou igualmente os galardões recebidos este ano em Angola, incluindo o African Award Leaders Excellence, atribuído em Abril, e o reconhecimento da sua obra no âmbito da Cultura de Paz e do Dia Internacional do Jazz, através da Resiliart Angola e da UNESCO em Angola.
A Masterclass terminou com uma actuação de Jimmy Dludlu, que transformou o momento académico numa celebração musical. Ao som da sua guitarra, o artista fez vibrar a Sala Magna da ECA, completamente preenchida por estudantes, docentes e público em geral.
