
Combate ao Plágio : Uso da plataforma Turnitin regista crescimento na UEM
O uso do Turnitin, plataforma institucional de verificação de originalidade utilizada para prevenir e combater o plágio académico na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), tem vindo a registar um crescimento assinalável. A constatação foi feita pelo Mestre Isso Vali, do Centro de Informática, e Prof. Doutor Horácio Zimba, Director dos Serviços de Documentação, durante a apresentação sobre o ponto de situação da utilização da ferramenta na UEM, realizada no âmbito do X Seminário Pedagógico da UEM.
Apesar da evolução positiva, os oradores salientaram que a activação de contas e a cobertura institucional ainda estão aquém do potencial da plataforma. Actualmente, apenas seis unidades orgânicas, concentram cerca de 68 por cento das candidaturas de utilização do Turnitin: a Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS), a Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal (FAEF), a Faculdade de Ciências, a Escola Superior de Ciências do Desenvolvimento (ESCIDE), a Faculdade de Educação e a Faculdade de Direito.
A plataforma dispõe de 1.500 licenças, das quais apenas 297 contas se encontram registadas, o equivalente a cerca de 19 por cento da capacidade disponível. Permanecem, assim, 1.203 licenças por activar.
Segundo dados apresentados por Isso Vali, entre Janeiro e Junho do corrente ano foram registadas 1.672 submissões de trabalhos para verificação de originalidade. “O número de utilizadores ainda é reduzido em termos de cobertura institucional, mas os que estão registados têm sido bastante activos e o volume de submissões continua a crescer”, afirmou.
Durante a apresentação, foi igualmente destacado que o padrão de utilização da plataforma está a mudar. Se, num passado recente, predominavam as submissões de trabalhos finais, actualmente verifica-se um aumento significativo da submissão de versões intermédias de monografias e teses.
Para Isso Vali, esta mudança representa uma evolução positiva. “Isso é muito bom, porque o Turnitin não tem como objectivo penalizar o estudante; faz parte do processo académico de aprendizagem e melhoria da qualidade dos trabalhos”, explicou.
Com vista a ampliar a utilização da plataforma, decorrem várias acções destinadas a aumentar a cobertura institucional. Entre elas destacam-se o reenvio e a confirmação de correios electrónicos institucionais das unidades com candidaturas pendentes, a redução do número de contas não activadas, a identificação de unidades ainda sem contas, a criação de pontos focais nas unidades orgânicas (com prioridade para as áreas de ensino e investigação), a promoção do uso recorrente da ferramenta, a realização de sessões práticas de formação orientadas para submissões reais, o acompanhamento do primeiro acesso dos novos utilizadores e a publicação de um quadro mensal de activação e utilização.
A apresentação serviu, igualmente, para esclarecer os participantes sobre as formas de acesso, os regulamentos e o funcionamento do Turnitin na UEM. Foi explicado que a plataforma compara os trabalhos submetidos com uma vasta base de dados composta por publicações científicas, páginas da Internet e trabalhos académicos previamente entregues.
Os oradores enfatizaram ainda que a percentagem apresentada pelo Turnitin corresponde a um índice de similaridade e não constitui, por si só, uma prova ou sentença de plágio. “O relatório pode identificar similaridades resultantes de citações, bibliografia, capa, índice, modelos institucionais ou texto anteriormente utilizado”, esclareceu.
Foi igualmente explicado que o sistema apresenta a percentagem de similaridade acompanhada de links que permitem identificar as fontes onde foram encontradas as correspondências, facilitando a análise crítica do relatório e a tomada de decisões por parte do docente.