Skip to main content

Universidade Eduardo Mondlane

Search
Logo-UEM-A3-01

Estudantes da Faculdade de Engenharia destacam ganhos académicos após mobilidade Erasmus+

Estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), recentemente regressados da Universidade Tecnológica de Białystok, na Polónia, no âmbito do programa Erasmus+, afirmam que a experiência lhes permitiu adquirir novas competências académicas, profissionais e interculturais.

Os participantes destacam o contacto com diferentes métodos de ensino, laboratórios modernos e estudantes de várias nacionalidades, factores que contribuíram para o seu crescimento pessoal e académico.

Para Carlos Ananias Matavele, estudante de Engenharia Mecânica, a mobilidade representou uma oportunidade de aprendizagem e de intercâmbio cultural. “Foi uma oportunidade muito boa. Pude aprender muito com as pessoas que lá estavam e com outros colegas. Foi muito bom porque pude interagir com muitas culturas diferentes, muitas coisas diferentes, pessoas do Zimbabué, colegas da Nigéria. Foi muito bom interagir com eles e mostrar a nossa africanidade fora do país”, disse.

Apesar da experiência positiva, Carlos admite que a adaptação inicial apresentou alguns desafios, sobretudo relacionados com a língua. “Ao novo país foi muito difícil relativamente à língua falada diariamente, mas, em termos de estudo, foi algo esperado. Já havia tido uma experiência com a língua inglesa, mas não com o polaco, que é falado inteiramente pela população. No entanto, tanto na escola como fora dela, as pessoas falavam inglês, então era uma comunicação bem estável”, acrecentou.

Outro beneficiário da bolsa, Carmona Matavel, descreve a mobilidade como uma experiência marcante, sobretudo por ter sido a sua primeira viagem para fora do continente africano. “Foi uma experiência incrível. Foi a primeira vez que saí do país para um continente diferente de África. Tivemos o primeiro contacto com uma cultura diferente, conhecemos boas pessoas que nos receberam e nos mostraram a cidade. Foi uma experiência que levarei para o resto da minha vida”, reconheceu.

Segundo o estudante, o apoio recebido na universidade facilitou a integração. “Tivemos pessoas prontas para nos ajudar. Quando saímos daqui pensamos que vamos passar por momentos muito desafiadores, mas fomos bem recebidos. Em relação à língua, não houve tanta necessidade de falar polaco porque a cidade recebe muitos estudantes internacionais e o inglês era utilizado no dia-a-dia”.

Ao comparar os dois sistemas de ensino, Carmona destaca as diferenças na avaliação e na modernização dos laboratórios.

“Na nossa Faculdade de Engenharia temos aulas teóricas, práticas e laboratoriais, e lá também existe o mesmo sistema. A diferença está na forma de avaliação e nos laboratórios, que são mais desenvolvidos, mais actualizados e respondem melhor ao contexto actual do mundo”, afirmou.

Aos colegas interessados em participar no programa, Carmona deixa um incentivo: Não tenham medo. Quando saí daqui o meu inglês não estava tão bom, mas hoje melhorou bastante. Sempre que surgirem oportunidades deste género, inscrevam-se e aproveitem o máximo possível”.

Ayaz Mohammed Suleiman, estudante de Engenharia Mecânica, também beneficiária, considera que o programa representa uma oportunidade para divulgar o país além-fronteiras.“O meu conselho para os futuros estudantes que querem adquirir esta bolsa é que deixem de pensar muito e concorram, porque é uma bolsa muito boa. Vão representar Moçambique e fazer com que lá fora conheçam muito mais do nosso país”, recomendou.

Por sua vez, Dinwane Sibia, estudante de Engenharia Informática, afirma que a mobilidade lhe proporcionou novas experiências culturais, apesar das dificuldades de adaptação ao clima europeu. “A experiência foi maravilhosa. Não tive nenhum problema. Pude conhecer vários sítios, várias formas de ser e várias culturas. A questão mais difícil foi o frio, mas consegui me adaptar”.

Os estudantes são unânimes em considerar que a mobilidade Erasmus+ constitui uma oportunidade de crescimento académico e pessoal, incentivando outros colegas da Universidade Eduardo Mondlane a candidatarem-se às próximas edições do programa.