
Campus Limpo chega a Vilankulo e Inhambane
UEM alarga iniciativa de educação ambiental às escolas superiores
Depois de quatro anos de implementação no campus principal, em Maputo, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) levou, esta semana, o Campus Limpo às cidades de Vilankulo e Inhambane, mobilizando estudantes, docentes, membros do Corpo Técnico e Administrativo (CTA), dirigentes, parceiros e comunidades locais em acções de limpeza, plantio de árvores e sensibilização ambiental.
A expansão iniciou no dia 25 de Agosto, na Escola Superior de Desenvolvimento Rural (ESUDER), em Vilankulo, e prosseguiu, no dia 27, na Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Inhambane (ESHTI), marcando uma nova etapa da iniciativa promovida pela UEM desde 2022.
“A ESUDER é a vossa casa”
Em Vilankulo, estudantes, alunos de escolas secundárias, parceiros e membros da comunidade juntaram-se à comunidade universitária para limpar o campus e plantar árvores.
O Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, destacou que a conservação dos espaços deve constituir uma responsabilidade permanente de quem os utiliza. “A ESUDER é a vossa casa, é o lugar onde passam a maior parte do tempo e, por isso mesmo, é preciso se apropriarem desse espaço. E a forma de se apropriarem desse espaço é cuidá-lo mais”, afirmou.
Em representação da Fundação Yassin Amuji, Carla Amuji sublinhou que a educação ultrapassa a sala de aulas e se manifesta também nas atitudes e no respeito pelo ambiente.
O plantio de acácias marcou, igualmente, a jornada. Lize da Glória Ilário, aluna da Open Arms, destacou o valor do gesto para as futuras gerações, quer na preservação ambiental, quer na criação de espaços de sombra e melhoria da qualidade do ar.
De Vilankulo para Inhambane
Dois dias depois, o “Campus Limpo” chegou à ESHTI, na cidade de Inhambane. Munidos de enxadas, ancinhos e vassouras, estudantes, docentes, CTA, dirigentes e outros participantes mobilizaram-se para a limpeza e valorização do espaço universitário.
Na ocasião, Manuel Guilherme Júnior voltou a sublinhar a importância do sentido de pertença na conservação do património da Universidade. “Ninguém cuidará melhor o que é nosso, além de nós próprios”, afirmou.
O Reitor explicou que cuidar dos espaços, salas de aula e equipamentos é também uma forma de educar pelo exemplo, reforçar a identidade colectiva e promover maior convivência entre os diferentes grupos da comunidade universitária.
O Director da ESHTI, Prof. Doutor Daniel Zacarias, destacou, por seu turno, o contributo da iniciativa para aproximar estudantes, docentes e membros do CTA.
A estudante de Licenciatura em Animação Turística, Sacha da Conceição, valorizou o facto de a actividade juntar diferentes níveis da comunidade universitária. “É agradável ver os colegas fazendo limpeza, ver os docentes e a presença do Reitor e dos Vice-Reitores, aqui, em Inhambane. É maravilhoso”, frisou.
A passagem por Vilankulo e Inhambane representa um novo passo na expansão do “Campus Limpo” para além do Campus Principal da UEM. A iniciativa pretende transformar as acções pontuais de limpeza numa cultura permanente de preservação ambiental e do património, envolvendo toda a comunidade universitária.
