
Biblioteca Central Brazão Mazula recebe obra sobre a economia do caju em Moçambique
A Biblioteca Central Brazão Mazula, da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), reforçou o seu acervo bibliográfico com a recepção, esta Terça-feira (08/09), com 20 exemplares da obra “Economia do Caju em Moçambique: O Contexto das Políticas de Bretton Woods e Pressupostos da Engenharia de Reindustrialização”, da autoria do político e académico Prof. Doutor António Niquice, com prefácio do Presidente da República, Daniel Chapo.
A obra, recentemente lançada, analisa o papel histórico e estratégico do caju na economia moçambicana, com particular enfoque no processo de desindustrialização que afectou este sector e nas perspectivas para a sua reindustrialização.
Ao longo do livro, o autor apresenta uma análise retrospectiva da indústria do caju em Moçambique, identificando algumas das causas e consequências do processo de desindustrialização e propondo um modelo económico orientado para a reindustrialização e o desenvolvimento sustentável.
Segundo António Niquice, o depósito da obra na UEM constitui uma forma de partilhar o conhecimento produzido com um público mais vasto e de contribuir para o debate académico sobre a cadeia de valor do caju e a economia moçambicana.
“O caju é, na verdade, uma amostra daquilo em que o país deve apostar em todos os outros sectores onde dispõe de potencialidades”, afirmou o autor, destacando a importância estratégica do sector para o desenvolvimento económico e social do país.
Niquice recordou que, nas décadas de 1970 e 1980, Moçambique figurava entre os maiores produtores de caju do mundo, uma actividade que teve um impacto significativo na vida das populações, particularmente nas zonas rurais.
Na ocasião, o Vice-Reitor para Administração e Recursos da UEM, Prof. Doutor Mohsin Sidat, agradeceu a confiança depositada pelo autor na instituição e garantiu que a obra estará disponível para consulta e pesquisa pela comunidade universitária e pelo público em geral.
Por sua vez, a Administradora do BCI, Doutora Farhana Rasak, explicou que a participação da instituição na iniciativa enquadra-se no compromisso de valorização dos autores moçambicanos e da produção de conhecimento sobre a realidade nacional.
“Valorizamos o trabalho dos autores moçambicanos que investigam a nossa realidade e contribuem para a preservação da nossa memória”, afirmou.
De recordar que esta é a segunda obra do autor a integrar o acervo da Biblioteca Central Brazão Mazula. No ano passado, António Niquice ofereceu igual número de exemplares do livro “Indústria Extrativa em África: Bênção ou Maldição?”.
