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Universidade Eduardo Mondlane

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World University Ranking: UEM “pulveriza” concorrência

Universidade moçambicana supera sete instituições africanas e partilha faixa com universidades do Brasil e de Portugal

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) está à frente de sete universidades africanas e da Universidade Federal de Viçosa, do Brasil, no World University Rankings 2027, da Times Higher Education (THE). A instituição moçambicana integra a faixa entre as posições 1401 e 1600, partilhada com as universidades de Brasília, Federal da Bahia, Lusófona e de Évora.

A edição de 2027 reúne 2297 instituições de 118 países e territórios. Os resultados foram apresentados na Cimeira Global do Ensino Superior, realizada de 29 de Setembro a 1 de Outubro de 2026, na Universidade de Cape Town, na África do Sul, com a participação do Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior.

A UEM participa no ranking desde 2023 e continua a ser a única universidade moçambicana classificada. A permanência na tabela assegura a representação de Moçambique neste sistema internacional de avaliação do ensino superior.

UEM entre universidades africanas

Na comparação com instituições africanas, a UEM surge acima das universidades de Nairobi, do Quénia, e do Zimbabwe, ambas colocadas entre as posições 1601 e 1800.

A Kenyatta University, também do Quénia, e as universidades de Dar es Salaam, da Tanzânia, da Namíbia, do Ruanda e da Zâmbia encontram-se no intervalo de 1801 a 2000, abaixo da faixa ocupada pela instituição moçambicana.

A UEM está no mesmo grupo da Nelson Mandela University, da África do Sul, e da University of Mauritius: 1401 a 1600. A classificação por intervalos não estabelece uma ordem individual entre instituições da mesma faixa.

Nos resultados por dimensão, a UEM obtém 59,2 pontos em qualidade da investigação e 51,5 em perspectiva internacional. Regista ainda 22,2 na ligação à indústria, 10,7 no ensino e 10,4 no ambiente de investigação. A qualidade da investigação é, assim, a dimensão em que alcança a sua pontuação mais elevada.

UEM no espaço da CPLP

No espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a UEM partilha a faixa de 1401 a 1600 com as universidades Federal da Bahia e de Brasília, do Brasil, e com a Universidade Lusófona e a Universidade de Évora, de Portugal.

A Universidade Federal de Viçosa aparece nesta edição entre as posições 1601 e 1800. A UEM encontra-se, portanto, numa faixa superior à da instituição brasileira.

O ranking combina 17 indicadores distribuídos por cinco dimensões: ensino, ambiente de investigação, qualidade da investigação, perspectiva internacional e ligação à indústria. A qualidade da investigação representa 30 por cento da avaliação, o ensino 29,5 e o ambiente de investigação 29. As restantes dimensões pesam, respectivamente, 7,5 e quatro por cento.