
UEM e instituições chinesas aproximam formação das necessidades da indústria

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM), o Pingdingshan Polytechnic College e a China Pingmei Shenma Group assinaram, na Segunda-feira (31/08), uma Carta de Intenções que deverá ampliar a formação prática dos estudantes, reforçar competências tecnológicas e aproximar a Universidade das necessidades do sector produtivo.
O acordo abrange áreas como geologia e exploração mineira, operação e manutenção de equipamentos electromecânicos, automação eléctrica, tecnologias de energia, engenharia de construção e tecnologias de aplicação informática.
A cooperação prevê que as instituições identifiquem as necessidades de qualificação das empresas que operam em Moçambique e desenvolvam programas de formação orientados para as competências procuradas pelo mercado.
Para os estudantes, o entendimento abre possibilidades de formação e certificação profissional, aprendizagem prática, intercâmbio académico entre Moçambique e China e acesso a oportunidades de bolsas de estudo. Está igualmente previsto o reconhecimento de créditos académicos.
A participação do Pingdingshan Polytechnic College e do China Pingmei Shenma Group deverá permitir combinar a componente académica com experiências relacionadas com o funcionamento da indústria, particularmente em sectores que exigem competências técnicas especializadas.
A expectativa é que os estudantes tenham contacto com tecnologias, processos e problemas encontrados no exercício profissional ainda durante a formação.
Os docentes também deverão beneficiar de programas de capacitação e mobilidade, além de participar na elaboração conjunta de currículos e materiais de ensino.
O acordo cria, igualmente, espaço para aproximar a investigação desenvolvida na Universidade dos problemas do sector produtivo. Estão previstos projectos conjuntos de investigação e inovação, intercâmbio de investigadores e realização de seminários científicos, com particular atenção às áreas de energia e geologia.
A cooperação deverá assentar numa plataforma que articule Universidade, investigação e indústria, permitindo que problemas identificados pelas empresas possam ser objecto de estudo e que resultados da investigação encontrem possibilidades de aplicação.
Esta articulação poderá também ampliar as oportunidades para estudantes e investigadores participarem em projectos ligados a situações concretas da actividade industrial.
A mobilidade constitui outra componente do entendimento. Estudantes e docentes poderão participar em programas de intercâmbio entre Moçambique e China, enquanto as instituições poderão desenvolver conjuntamente conteúdos de formação, materiais didácticos e actividades científicas.