
UEM define directrizes para operacionalização do Grant Office
Investigadores da UEM reuniram-se, esta Quinta-feira (16/07), para debater sobre as modalidades de funcionamento da Unidade de Apoio aos Pesquisadores, um projecto em institucionalização que poderá contribuir para a elevação da capacidade de mobilização de recursos via investigação nesta instituição de ensino superior.
O Grant Office, órgão imprescindível para uma Universidade de Investigação, será responsável por identificar oportunidades de financiamento de projectos de investigação, inovação e extensão, estabelecer parcerias estratégicas, elaborar e gerir políticas e procedimentos para a mobilização de fundos e por outras tarefas relevantes para uma UdI.
Intervindo no workshop, o Director de Planificação da UEM, Prof. Doutor Hermínio Muiambo, defendeu a criação de uma unidade central capaz de acompanhar todo o ciclo de mobilização e gestão dos recursos destinados à investigação.
Segundo explicou, o Grant Office não deverá limitar-se à procura de financiamento, devendo igualmente assegurar a monitoria interna dos projectos e contribuir para uma utilização mais responsável e transparente dos recursos.
“Temos histórias de unidades que conseguem mobilizar recursos e utilizá-los de forma racional, mas também existem casos menos abonatórios que afectam a imagem da instituição. É neste contexto que se justifica a criação deste gabinete”, afirmou.
Hermínio Muiambo recordou que a Universidade aprovou, há cerca de um mês, o regulamento que prevê a criação da unidade, estando agora em curso a definição das modalidades da sua operacionalização.
“Estamos a reflectir, em conjunto, sobre o funcionamento desta unidade, tendo em conta a realidade da UEM e do ensino superior no país”, acrescentou.
Por seu turno, o Coordenador da Reforma Institucional na UEM, Prof. Doutor Nelson Zavala, afirmou que o desempenho do Grant Office será avaliado, sobretudo, pela sua capacidade de aumentar a mobilização de recursos financeiros para a investigação.
De acordo com Zavala, a unidade deverá actuar em duas frentes principais: a identificação de potenciais financiadores e a preparação de propostas para chamadas competitivas nacionais e internacionais.
“É necessário procurar, em diferentes partes do mundo, potenciais financiadores de projectos de investigação e, ao mesmo tempo, desenvolver capacidade para escrever propostas competitivas”, destacou.
O académico explicou ainda que o workshop reuniu profissionais de várias unidades orgânicas da UEM com formação e experiência na área de mobilização e gestão de fundos, adquiridas em diferentes países.
A criação do Grant Office vem sendo discutida na UEM desde 2013 e integra o Programa de Cooperação entre a Universidade Eduardo Mondlane e a Embaixada da Itália.
Com a sua operacionalização, a Universidade espera criar um sistema integrado de apoio aos investigadores, melhorar a qualidade das candidaturas, ampliar o acesso a fundos competitivos e reforçar os mecanismos de transparência e prestação de contas na gestão dos projectos.
A futura unidade deverá, igualmente, contribuir para uma maior articulação entre investigadores, unidades orgânicas, parceiros de cooperação e entidades financiadoras.
