
Fornecimento de água no Campus Principal :Obras arrancam esta semana
Os problemas de abastecimento de água que afectam alguns pontos do Campus Principal da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) têm os dias contados. Nesta Quinta-feira, chegaram três novas electrobombas, duas das quais de grande potência, destinadas ao reforço do sistema interno de captação e distribuição de água.
O equipamento resulta de uma parceria entre a UEM e a empresa Africa Great Wall Mining Development (AGWMD) e permitirá a reabilitação do sistema instalado na Estação Elevatória, localizada junto ao Complexo Pedagógico I.
As obras de instalação terão início nesta Segunda-feira (15/06) e deverão decorrer durante cerca de 30 dias. Os trabalhos incluem a substituição das electrobombas avariadas por novas unidades de alta capacidade, equipadas com motores de 11 quilowatts, capazes de assegurar uma distribuição mais eficiente da água para as diferentes unidades académicas e administrativas do Campus Principal.
Com a entrada em funcionamento do novo sistema, a Universidade prevê assegurar o fornecimento contínuo de água durante as 24 horas do dia, eliminando as interrupções que têm condicionado o normal funcionamento de algumas actividades académicas, administrativas e de investigação.
Além de melhorar significativamente as condições de trabalho, ensino e aprendizagem, a iniciativa representa um importante investimento na autonomia e sustentabilidade institucional da UEM.
Actualmente, o abastecimento de água ao Campus Principal é assegurado pelo sistema público gerido pelo FIPAG. Numa fase inicial, os dois sistemas funcionarão de forma complementar, permitindo reforçar a segurança hídrica da instituição. Contudo, a médio prazo, a Universidade poderá reduzir substancialmente a sua dependência da rede pública e, eventualmente, passar a garantir o abastecimento através dos seus próprios sistemas de captação subterrânea.
Esta mudança deverá traduzir-se numa poupança significativa de recursos financeiros, uma vez que a UEM poderá reduzir os elevados custos mensais associados ao consumo de água fornecida pela rede pública.
Segundo o Chefe do Departamento de Manutenção da Direcção de Infra-estruturas e Manutenção (DIM), Engenheiro José Augusto Santana, a intervenção integra a primeira fase de um projecto mais abrangente de melhoria dos sistemas de abastecimento de água da Universidade.
Numa etapa subsequente, estão previstas intervenções semelhantes na Direcção dos Serviços Sociais (DSS), na Faculdade de Direito, Faculdade de Medicina Veterinária, Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico, Faculdade de Engenharia e na Escola Superior de Desenvolvimento Rural (ESUDER).
Nalgumas destas unidades, serão construídos novos furos de água e instaladas as respectivas electrobombas, enquanto noutras será apenas necessário equipar furos já existentes para que possam entrar em funcionamento pleno. “Após a instalação destes sistemas, a Universidade poderá, se assim entender, abandonar o sistema do FIPAG ou optar por manter ambos os sistemas em funcionamento”, explicou José Augusto Santana.
A iniciativa enquadra-se no Memorando de Entendimento assinado em 2023 entre a Universidade Eduardo Mondlane e a Africa Great Wall Mining Development, que prevê, entre outras acções, a concessão de 100 bolsas de estudo ao longo de cinco anos e a construção e reabilitação de infra-estruturas de abastecimento de água nos diferentes campi da Universidade localizados na cidade de Maputo.