Universidade Eduardo Mondlane

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Cerimónia de Graduação da UEM: Ministra desafia UEM a reforçar investigação para responder aos desafios do país

A Ministra da Educação e Cultura, Prof.ª Doutora Samaria Tovela, defendeu que a Universidade Eduardo Mondlane deve se colocar, cada vez mais, ao serviço da nação, buscando, na investigação, a preponderância da sua intervenção para responder aos problemas locais, com soluções baseadas na ciência.
A governante deixou este apelo nesta Quarta-feira (20/05), durante a Primeira Cerimónia de Graduação do ano, na UEM, que contou com um total de 776 graduados, dos quais 724 licenciados, 43 mestres e 9 doutores, oriundos de diversas regiões do país e de outros países como Angola, Burundi, Malawi, Uganda, Zâmbia, Timor Leste, Cuba e Estados Unidos da América.
Explicou que a formação oferecida pela UEM aos seus estudantes deve, mais do que constituir instrumento para a melhoria de vida dos seus formados, se tornar um elemento fundamental para a melhoria das condições de vida da sociedade em geral. “Os graduados aqui presentes, por saírem desta universidade, devem assumir, de forma acrescida, a responsabilidade de trabalhar para um bem maior, priorizando, nas suas missões e decisões, o desenvolvimento nacional e o bem-estar social”.
A Ministra referiu que, neste contexto de transformação em Universidade de Investigação, a UEM deve formar mais mestres e doutores. “Estamos cientes de que esse desafio não pode ser considerado exclusivo da Universidade ou do Governo, mas sim, deve ser abraçado por todos nós”.
Aos graduados, Samaria Tovela afirmou que a graduação reaviva, cada vez mais, a esperança da construção de um mundo onde participamos como actores centrais na definição das rotas do combate à pobreza, da conquista da independência económica e do desenvolvimento nacional e internacional.
Para o Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, é na graduação que se entrega ao mercado de trabalho homens e mulheres forjados de saberes e valores, para fazer parte da cadeia de produção e desenvolvimento socioeconómico, político e social, tanto nacional como internacional. “Os graduados que, hoje, colocamos à disposição do mercado produtivo foram parte de um processo de formação que incorporou a construção do saber, com base na investigação, daí que estão dotados de habilidades para, conjuntamente com as comunidades, identificar, investigar e resolver os problemas da sociedade”, disse.
Acrescentou que o contributo que a Universidade Eduardo Mondlane dá ao país e ao mundo em geral deve ser entendido como parte dos esforços do Governo de Moçambique para a irradicação da pobreza, para o desenvolvimento e a melhoria das condições económicas, políticas e sociais. “Como graduados, não se esqueçam que esta é apenas uma etapa das vossas vidas. Muito espera-se de vós. Para além de carregar a marca UEM no vosso percurso, procurem ser cidadãos plenos de responsabilidade, humildade e respeito ao próximo. Valorizem a honestidade e o trabalho árduo e lembrem-se, sempre, que, apenas no dicionário, o sucesso vem antes do trabalho”.


A representante dos graduados, Jenifer Machude, afirmou que a graduação é um marco que simboliza o fim de uma etapa importante e, ao mesmo tempo, início de uma jornada repleta de responsabilidade, desafios e oportunidades. “Estamos prontos para desbravar e inovar”.
Destacou que a formação adquirida não pode ser encarada apenas como privilégio individual, mas também como uma responsabilidade colectiva. “Somos, agora, portadores de conhecimento que deve ser colocado ao serviço do desenvolvimento do país, num contexto marcado por desafios sociais, económicos e tecnológicos que exigem de nós competências não apenas técnicas, como também identidade, ética e compromisso com o bem comum”.
Por sua vez, o Professor Doutor Albertino Damasceno disse, na qualidade de Paraninfo, que a luta pelo conhecimento deve ser permanente, explicando que os graduados não devem se contentar apenas com a licenciatura. “A Universidade deu-vos ferramentas que possibilitam a interpretação e integração da evolução do conhecimento. Se não continuarem a se actualizar, em breve estarão ultrapassados”.
Apelou à continuidade com os estudos, destacando a importância de cursos de especialização e pós-graduação. “Cada um de vós deve, desde já, estabelecer prazos concretos para atingir estes patamares profissionais e académicos”.