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AEU desmente alegada expulsão de estudantes do “Tangará”

O Presidente da Associação dos Estudantes Universitários da UEM (AEU), Daniel Chamboco, desmentiu a informação veiculada pelo Canal de Moçambique, segundo a qual estudantes estariam a ser expulsos da Residência Estudantil nº 6 (vulgo Tangará). Segundo o dirigente estudantil, a notícia “não corresponde à verdade” e gerou alarme desnecessário entre a comunidade académica.

Chamboco afirma ter-se deslocado de imediato à Direcção dos Serviços Sociais (DSS) para esclarecer a situação, após tomar conhecimento das queixas de alguns estudantes. No local, verificou que não existe qualquer processo de expulsão, mas sim uma realocação temporária, prática habitual nesta fase do ano. “Se os estudantes estivessem a ser expulsos, não estariam a ser transferidos para outras residências. Isso não é expulsão”, esclareceu.

 

Segundo explicou, a DSS está a proceder à transferência temporária de estudantes para as residências R5 e R8, a fim de permitir trabalhos de limpeza profunda, fumigação e manutenção da Residência 6, garantindo melhores condições de habitabilidade para o próximo ano académico.

O Presidente da AEU reconhece que alguns estudantes “podem não ter compreendido o processo”, motivo pelo qual fez questão de interagir com vários deles para dar os devidos esclarecimentos. Ressaltou ainda que a operação decorre de forma pacífica, sem registo de desrespeito ou violação dos direitos dos residentes. “Todos os anos a DSS realiza este trabalho em prol do bem-estar estudantil. Se estivesse a haver expulsão, a DSS diria para os estudantes voltarem às suas casas, e não é isso que está a acontecer.”

Chamboco reforçou que a AEU está a acompanhar a situação de perto e garantiu que “nenhum estudante foi desrespeitado” e que “todos estão a cooperar”.

O dirigente apelou ainda à responsabilidade na divulgação de informações sensíveis que envolvem a comunidade universitária, lembrando que, a UEM, acolhe mais de 40 mil estudantes e que informações imprecisas podem causar inquietação desnecessária. “Não basta ouvir um ou dois estudantes e tomar essa informação como verdade para publicar num jornal. É preciso ouvir as entidades competentes, que detêm informação credível e contextualizada”, concluiu.