Universidade Eduardo Mondlane

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X Edição do Campus Limpo marcada por fortes apelos ao reforço da segurança

A X Edição do Campus Limpo, realizada no Sábado (07 de Março), no Campus Principal da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), ficou marcada por vigorosos apelos ao reforço da segurança e à preservação do património universitário, num momento que reuniu estudantes, docentes e corpo técnico-administrativo em torno da promoção de um ambiente académico mais seguro, saudável e sustentável.

Na ocasião, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, manifestou profunda preocupação com a segurança no campus, denunciando a ocorrência de actos de sabotagem e pilhagem do património institucional. Entre os problemas mais críticos apontados, destacou-se a vandalização do sistema de iluminação pública, que tem deixado várias áreas do campus às escuras, comprometendo a segurança da comunidade universitária.

Dirigindo-se à comunidade académica, com especial enfoque para os estudantes recém-ingressos, o Reitor lançou um apelo firme à vigilância colectiva, sublinhando que a responsabilidade pela preservação do património universitário deve ser partilhada por todos.

Segundo afirmou, a segurança do campus não deve ser vista apenas como uma tarefa exclusiva dos profissionais afectos ao sector de segurança da universidade. “É imperativo que todos se engajem em actividades de vigilância, começando por cuidar do património que cada um utiliza no exercício das suas funções. Que sejamos nós os próprios fiscais das atitudes daqueles que aparecem no ambiente do campus, temos que ser nós a controlar e a denunciar”, apelou.

Durante a sua intervenção, o Reitor aproveitou, igualmente, a ocasião para agradecer aos parceiros institucionais que têm apoiado a realização do Campus Limpo, uma iniciativa que, segundo explicou, ultrapassa a dimensão de simples actividades de limpeza.

Para Manuel Guilherme Júnior, a iniciativa representa sobretudo um momento de consciencialização cívica, reforço do espírito de pertença e promoção da responsabilidade colectiva pela preservação do espaço universitário.

Por sua vez, o padrinho do Campus Limpo, Prof. Doutor Tomás Timbane, incentivou os novos estudantes a envolverem-se activamente na vida universitária, particularmente através da participação em associações e movimentos estudantis.

De acordo com Timbane, a integração em iniciativas académicas e associativas permite aos estudantes desenvolver competências, ampliar redes de contacto e aproveitar plenamente as oportunidades que a universidade oferece.

Entretanto, o Presidente da Associação dos Estudantes Universitários (AEU), Daniel Chamboco, destacou que a participação estudantil no Campus Limpo vai muito além das actividades de limpeza, constituindo uma oportunidade de aprendizagem, convivência e construção de laços dentro da comunidade universitária. “A vossa contribuição é fundamental para criação de um campus mais limpo e saudável”, sublinhou.

Chamboco recordou ainda que o património universitário inclui salas de aula, bibliotecas, laboratórios e espaços de lazer, pelo que a preservação dessas infra-estruturas é essencial para garantir melhores condições de ensino, aprendizagem e convivência.

No seu discurso, destacou igualmente a importância da adopção de práticas sustentáveis, afirmando que o desenvolvimento sustentável constitui o único caminho viável para conciliar o crescimento institucional com a preservação ambiental, sem comprometer o bem-estar das gerações futuras.

Além das habituais actividades de limpeza realizadas em diferentes pontos do campus, a X Edição do Campus Limpo integrou outras iniciativas de carácter educativo, cultural e desportivo, incluindo um debate sobre factores que afectam a saúde mental, actividades de pintura decorativa em árvores e ainda o pontapé de saída de mais um torneio de futsal, reforçando o carácter participativo e multidimensional do evento.