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UEM lança Cátedra UNESCO em Educação Aberta e Currículo

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) lançou, na Terça-feira, 17 de Dezembro, em Maputo, a Cátedra UNESCO em Educação Aberta e Currículo, uma iniciativa que visa impulsionar a investigação, a inovação pedagógica e o desenvolvimento de currículos híbridos como referência para o ensino aberto e digital no espaço lusófono.
A criação da Cátedra resulta de uma parceria entre a UEM e a UNESCO e surge num contexto marcado pela crescente necessidade de modelos educativos flexíveis, inclusivos e tecnologicamente integrados, capazes de responder aos desafios actuais do ensino superior e da formação ao longo da vida.
Para além de promover a produção científica na área da educação aberta, a Cátedra funcionará igualmente como centro de formação e capacitação, com o objectivo de apoiar os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) na concepção, implementação e avaliação de programas curriculares híbridos, combinando modalidades presenciais, digitais e abertas.


Intervindo no acto de lançamento, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, destacou que a criação da Cátedra reforça a ambição da Universidade em afirmar-se como instituição de referência na formação de docentes, gestores e técnicos de educação em todo o espaço lusófono. “Com esta Cátedra pretendemos facilitar a criação de redes e intercâmbios entre académicos, investigadores e docentes dos PALOP, redes que possam fomentar a colaboração científica, a mobilidade docente e estudantil, e a construção de comunidades de aprendizagem abertas e sólidas”, afirmou o Reitor.
Segundo Manuel Guilherme Júnior, a iniciativa irá também contribuir para a formação de especialistas capazes de liderar processos de transformação curricular, incorporando práticas pedagógicas inovadoras, inclusivas e centradas no estudante, alinhadas com as tendências globais da educação digital.
O Reitor sublinhou ainda que a Cátedra “compromete-se a cooperar estreitamente com a UNESCO, com outras cátedras e com redes UNITWIN, contribuindo activamente para programas e agendas globais de educação, particularmente para o alcance do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável, referente à Educação de Qualidade para Todos”, que visa assegurar uma educação de qualidade, inclusiva e equitativa para todos.
Acrescentou que a Faculdade de Educação da UEM, que acolhe a Cátedra, tem desempenhado um papel determinante na promoção da inovação pedagógica, da inclusão digital e da investigação educacional em Moçambique, reunindo condições científicas e institucionais para liderar esta iniciativa.
Por sua vez, o titular da Cátedra, Prof. Doutor Domingos Buque, explicou que a missão central da Cátedra é promover a educação aberta e práticas curriculares inclusivas, através da investigação aplicada, da formação e da cooperação com instituições governamentais, organizações não governamentais, sociedade civil e instituições de ensino nacionais e internacionais.
Relativamente à sustentabilidade da Cátedra, Domingos Buque referiu que esta será assegurada através da captação de fundos complementares, com base em projectos de investigação, cooperação internacional, prestação de serviços de formação e consultoria, bem “através de parcerias estratégicas, doações e participação em programas competitivos internacionais”.
O responsável destacou ainda que, com esta iniciativa, a UEM reforça a sua missão de disseminar o conhecimento científico e a inovação, tendo a investigação como fundamento dos processos de ensino, aprendizagem e extensão, e formando gerações comprometidas com valores humanísticos e com o desenvolvimento sustentável.
Na ocasião, o representante da UNESCO em Moçambique, Michael Croft, afirmou que a criação da Cátedra UNESCO em Educação Aberta e Currículo evidencia a importância da cooperação entre a UEM e a UNESCO, abrindo novas perspectivas para o aprofundamento de parcerias em iniciativas estratégicas para o ensino e a aprendizagem em Moçambique e no espaço lusófono.