
Qualidade no ensino híbrido exige domínio tecnológico
– Alerta o Professor Doutor Fernando Ramos
Um ensino híbrido de qualidade exige dos professores, para além de competências científicas e pedagógicas, o domínio de ferramentas e dispositivos digitais que permitem melhor gestão e participação nos trabalhos à distância.
Adicionalmente, as universidades devem criar recursos educacionais multiusos que se adequam ao tipo e qualidade de ensino pretendido, destaque para as salas de aulas e respectivos equipamentos.
O alerta é do Reitor da Universidade Portucalense, Professor Doutor Fernando Ramos, que falava durante a palestra “Ensino Híbrido e Educação a Distância e Aberta: Tendências, Desafios e o Contexto Global”, que decorria online, na Terça-feira, no âmbito do lançamento da Cátedra UNESCO em Educação Aberta e Currículo.
Sublinhou que a inclusão digital é um dos desafios a ter em conta na adopção de um ensino híbrido. “Devemos extrair o potencial das tecnologias digitais sem deixar ninguém para traz”, alertou.
A inteligência artificial é uma das ferramentas apontadas pelo orador como recurso relevante a ser explorado para enriquecer o ambiente de aprendizagem, através de fornecimento de sistemas que permitem o aumento da capacidade de recuperação e articulação de informação. “Deve haver uma estratégia para o uso inteligente, saudável e ético da inteligência artificial. Por exemplo, os nossos estudantes têm a obrigação de declarar o tipo de ferramenta da inteligência artificial que usaram nos seus trabalhos”, revelou.
Ramos explicou que, actualmente, se fala de tutor digital que é uma ferramenta devidamente controlada pelo professor e que facilita a prestação de apoio ao estudante através do fornecimento do material e recursos de aprendizagem. “Proporciona um meio adicional que não substitui o professor, mas permite que os estudantes tenham um feedback em tempo real, em termos de acesso ao material que o professor disponibiliza para a sua unidade curricular”, disse.
Referiu ainda que a evolução tecnológica está a ter um papel muito importante na adopção de ensino híbrido e educação a distância e aberta, exigindo, porém, a garantia dos padrões de qualidade. “Por exemplo, a credibilidade dos cursos online que, há uns dez ou 15 anos, era problema, hoje constitui um ganho, fruto da experiência que tivemos com o advento da pandemia da COVID 19”, acrescentou.
