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UEM introduz programa de melhoramento de feijão nhemba


feijoadaA UEM, através da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal (FAEF) está a levar a cabo um programa de
melhoramento da cultura de feijão nhemba, muito cultivada nas zonas rurais, principalmente para o consumo familiar.
A ideia é desenvolver variedades de feijão nhemba com alto rendimento, tolerantes a seca, que sejam resistentes as principais pragas e doenças, e que tenham características apropriadas que o produtor, o consumidor e o mercado estão a procura.
Este programa está a ser desenvolvido um pouco pelo país mas com maior enfoque nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado. Desde 2010, já foram identificadas três variedades que mostraram uma boa adaptação ao cultivo em vários locais, para o consumo e sua comercialização nas diferentes regiões do país.
No dia 27 de Abril, a Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal da UEM (FAEF) convidou a comunidade camponesa e membros do governo provincial de Inhambane para um Dia de Campo, no distrito de Inharrime, onde foram apresentados os resultados obtidos desde a introdução deste projecto.
Além das três variedades identificadas foram apresentadas outras que ainda estão em fase de desenvolvimento e avaliação nas estações de investigação que se espera venham a ser libertadas ainda este ano.
O Prof. Doutor Rogério Chiulele, Coordenador do Projecto, explicou que um programa de melhoramento consiste em testar as sementes em vários locais para aferir a sua adaptação em relação as condições climatéricas dos lugares de produção. Feitos os ensaios e provada a sua adaptação e produtividade segue-se a produção de um relatório submetido ao Serviço Nacional de Sementes, entidade responsável pela libertação das variedades que entram no sistema nacional de sementes.
"Estando no sistema nacional de sementes quer dizer que o produtor já pode fazer o uso dessas variedades. As empresas produtoras de sementes podem produzir sementes dessas variedades e providenciar ao mercado", explicou.
feijuanEste trabalho de melhoramento das variedades de feijão nhemba está a ser desenvolvido juntamente com organizações e associações de camponeses por estes serem os maiores interessados.
"Os produtores são nossos parceiros, eles estão a avaliar algumas dessas variedades nos respectivos campos e dão-nos informação sobre o que de facto lhes interessa no feijão nhemba", disse.
Ao todo são oito (8) grupos de associações em Inhambane, 8 em Nampula, duas na província da Zambézia e uma em Cabo Delgado, que estão envolvidas directamente em todo o processo de melhoramento de variedade de feijão nhemba.
Entretanto, a Directora provincial de Agricultura e Segurança Alimentar de Inhambane, Filomena Maiope, que testemunhou o Dia de Campo da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal, destacou o facto de o evento juntar instituições que se dedicam a investigação científica no ramo agrário, nomeadamente o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) e a FAEF.
Na ocasião, a governante orientou os técnicos envolvidos no melhoramento das variedades de feijão nhemba para expandirem o estudo para outras culturas por forma a minimizar o impacto das secas e garantir a produção alimentar em toda a província de Inhambane e no país, em geral.
Contudo, disse estar em curso um outro estudo envolvendo outras culturas. "Ensaios desta natureza estão a ser feitos com a mandioca e já foram seleccionadas variedades de mandioca adaptadas a província de Inhambane", disse.
Outros estudos que estão a decorrer na província de Inhambane envolvem culturas como amendoim, algumas fruteiras e variedades de caju. Filomena Maiope encorajou os órgãos de comunicação social a divulgarem estudos como estes para que possam ser conhecidos pela maioria dos moçambicanos. Deste modo, segundo disse, os interessados saberão em que região do país podem ser adquiridos determinados tipos de variedades.
Segundo explicaram à nossa reportagem, os camponeses do distrito de Inharrime, na localidade de Nhacoongo, o feijão branco já deu mostras de ser facilmente produzido naquela região. Do processo da sementeira até a colheita dura menos de 60 dias e é comercializado na cidade de Inhambane, na província de Maputo e nos distritos vizinhos.
Parte considerável da produção do feijão ainda é reservado ao consumo familiar, em parte, devido a produção em pequena escala com recursos a técnicas e meios rudimentares que ainda dominam a região.
No total são 54 variedades de feijão nhemba em fase de estudos com vista a encontrar variedades melhoradas e os ensaios decorrem nas estações de investigação de Umbeluzi (Maputo), de Chokwé (Gaza), Nhacoongo (Inhambane), Nampula e Mapupulo (Cabo Delgado).

Veja o vídeo no link seguinte: https://www.youtube.com/watch?v=mL_RZFK03cA 

feijao nhemba