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AHM celebra 80 anos reflectindo sobre Investigação Científica

ahm-conferenceNo quadro das celebrações do 80º aniversário do Arquivo Histórico de Moçambique (AHM), realizou-se ontem, 18 de Agosto, uma Conferência Internacional com a temática “Arquivos e Investigação Científica”.
O evento tinha como objectivo partilhar pesquisas, reflexões e desafios sobre o arquivo como objecto de suporte à investigação científica, garante da salvaguarda dos direitos de cidadania e de práticas de boa governação.
Participaram vário professores nacionais e estrangeiros, que discutiram matérias desde as experiências de pesquisa e produção historiográfica incluindo a diversificação das fontes e a reconfiguração dos arquivos e os desafios da lei do direito a informação para as instituições produtoras de documentos de interesse público.
O Arquivo Histórico de Moçambique é uma instituição vocacionada para a preservação e difusão da memória nacional. O seu papel tem se revelado ponto de convergência de investigadores de quase todo o mundo, que demandam os seus serviços através da consulta documental e de valiosas fontes escritas ali depositados. Da consulta desse vastíssimo e rico acervo de fontes, produzem-se reflexões sobre Moçambique e o Mundo, facto que concorre para que Moçambique se posicione em lugares cimeiros como um espaço de produção de conhecimento à escala global.
O Arquivo Histórico de Moçambique é uma das mais antigas instituições arquivísticas de referência em África e tem prestigiado o nome de Moçambique com o seu rico espólio documental e pela contribuição para o desenvolvimento das actividades arquivísticas no mundo através do Conselho Internacional de Arquivos.
Falando no encontro, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, referiu-se à temática da Conferência afirmando que no quadro das transformações sócio-económicas e os desafios de desenvolvimento da “nossa” sociedade, a investigação científica afigura-se uma prioridade essencial, reforçando o papel das universidades e centros de investigação.
archives“Tendo em conta a importância estratégica da investigação para o desenvolvimento da nação, os laboratórios, bibliotecas físicas e virtuais, os centros de memória e custódia de documentos arquivísticos e publicações da época, são imprescindíveis para o desenvolvimento de pesquisas. Aqui também se enquadra o Arquivo Histórico de Moçambique onde os cientistas sociais, em particular historiadores e não só, poderão trabalhar as suas questões e comprovar suas hipóteses, através das fontes ali disponíveis. Assim, a manutenção de infra-estruturas, a aquisição de equipamentos e a formação especializada do quadro técnico e investigador, constitui um imperativo para o alcance da excelência que almejamos”, disse o Reitor.
“A UEM compromete-se a continuar a envidar esforços para a melhoria das condições de trabalho e apetrechamento de equipamentos e buscar parcerias para a construção de infra-estruturas que respondam às exigências de um Arquivo Nacional”, acrescentou.
Presente na Conferência, o Presidente do Conselho Nacional de Arquivos, Dr. Grilo da Silva, saudou o Arquivo Histórico de Moçambique pelo seu trabalho como centro de investigação, onde investigadores de quase todo o mundo contribuem com reflexão sobre a história, cultura, desafios de desenvolvimento, com recurso às fontes ali depositadas.
Por sua vez, o director do Arquivo Histórico de Moçambique, Prof. Doutor Joel das Neves, afirmou que o arquivista tem a responsabilidade de desempenhar suas tarefas de modo a assegurar que os arquivos sob sua responsabilidade são bem geridos e preservados, de forma autêntica e com garantia de evidência documental.