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ESCMC contribui no combate a pobreza na Zambézia

Graduacao Quelimane

A Secretária permanente do Governo da Província da Zambézia reconheceu no último sábado, 06 de Dezembro, o contributo da Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras (ESCMC) da Universidade Eduardo Mondlane no combate a pobreza naquela parcela do país.
Falando na quarta cerimónia de graduação da escola, Elsa Somane destacou a produção de conhecimento científico e inovação tecnológica que visam o aumento da produção e da produtividade, da pesca artesanal, a melhoria das condições da vida dos pescadores e das suas famílias e a promoção da aquacultura.
Igualmente, a escola tem se envolvido em iniciativas de inovação tecnológica para o aproveitamento das energias renováveis do mar e das zonas costeiras, o que poderá elevar a qualidade da vida das comunidades rurais.
“Constatamos com satisfação que a escola vem contribuindo na materialização do programa quinquenal do Governo, que está prestes a terminar com sucesso no combate a pobreza, no aumento da renda familiar e na geração de auto-emprego, na província e no país, em geral”, disse Somane, que representou o Governador, Joaquim Veríssimo.
Localizada na Cidade de Quelimane, a ESCMC graduou 66 estudantes, sendo 48 com grau de licenciatura e 18 Mestres, nas áreas de Biologia Marinha, Oceanografia, Química Marinha, Aquacultura Sustentável, Biologia Marinha e Gestão de Pescaria e Oceanografia Aplicada.
Para a Secretária Permanente, a Província da Zambézia, e o país, em geral, necessitam de quadros capazes de solucionar os problemas existentes nas diversas áreas de desenvolvimento, dos quais “destacamos os transportes marítimos e fluviais, a navegação e fiscalização marítima, a revitalização dos portos, que podem contribuir em grande medida para o escoamento dos produtos ao nível nacional e para o estrangeiro. Igualmente no sector das pescas, onde devemos garantir uma exploração sustentável dos recursos pesqueiros e a necessidade de imprimir maior dinamismo no desenvolvimento da aquacultura, que garante o aumento da produção pesqueira para o consumo interno e para exportação”.
Acrescentou que a Província da Zambézia, com cerca de 398 Km da costa, precisa de quadros qualificados para a pesquisa e exploração do seu potencial.
“Hoje estamos com agrado por mais um indicador de desenvolvimento da província e para o país em geral, com a colocação pela UEM no mercado do trabalho nacional destes técnicos com a formação superior nas áreas de ciências marinhas e costeiras”, afirmou.
Em jeito de resposta às afirmações da Secretária Permanente, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, reiterou que esta forma de expansão que responde a necessidades específicas continuará a ser o critério para o estabelecimento de Centros de Recursos, a transferência de excelência, para, através da investigação e extensão, transformar os locais onde estão ou estarão instalados.
Acrescentou que a Universidade pretende tornar-se cada vez mais relevante e participar de uma forma cada vez mais activa no desenvolvimento do país, e para o efeito tem estado a envidar esforços para a actualização e adequação de currículos e na abertura de novos cursos de forma a responder a demanda do mercado de trabalho e aos desafios de desenvolvimento.
Manifestou regozijo pelo facto de a escola ter introduzido cursos de Mestrado e afirmou que o facto não só engrandece a UEM, como também é uma contribuição significativa para a Província da Zambézia, que só muito recentemente se beneficiou de presença de ensino superior.
Dirigindo-se aos graduados, desejou sucessos e apelou para que sejam humildes, empreendedores e exemplares. “Desejamos igualmente que sejam verdadeiros transformadores dos locais onde se encontram. Sejais dinamizadores do desenvolvimento. Sejais a lanterna no meio das trevas, iluminem. Sejais soldados do desenvolvimento de Moçambique. Não foram treinados para servir apenas a Zambézia mas sim a todas regiões do país que demandam necessidades mais básicas”.
Os primeiros mestres graduados pela ESCMC especializaram-se em três áreas de ciências do mar, nomeadamente Aquacultura sustentável, Biologia Marinha, Gestão das Pescarias e Oceanografia Aplicada. As suas dissertações foram avaliadas por examinadores externos da escola, muitos dos quais provenientes das universidades da África Austral, da Europa e das américas, equiparando-se deste modo os níveis de qualidade da escola com os padrões internacionais de qualidade.
Segundo o director da escola, Prof. Doutor António Hoguane, a ESCMC tem se empenhado no sentido de elevar a qualidade do ensino e de investigação científica através de formação do seu quadro docente, investigadores e Corpo Técnico Administrativo; através do apetrechamento dos seus laboratórios; aquisição e uso de equipamentos modernos de pesquisa laboratorial e de campo bem como através de aproveitamento integral das oportunidades oferecidas pelas parcerias que a escola possui.