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"Desafios da UEM devem ser desafios do país", considera Prof. Narciso Matos

narmatosA UEM como instituição pública, os seus desafios devem ser os desafios do país. E no actual contexto do país, entre outros, os desafios passam pela redistribuição equitativa dos benefícios resultantes do surgimento dos recursos naturais e pela criação de oportunidades de trabalho tomando em conta o crescente número de graduados que o ensino superior moçambicano está a lançar, anualmente, para o mercado, considerou o antigo Reitor da UEM, o Prof. Doutor Narciso Matos. Para ele, a UEM deve prover saídas para alguns dos desafios que o país enfrenta.
Matos considera que o galopante número de graduados que todos os anos sai das universidades pode representar uma ameaça social, uma espécie de "bomba relógio" com consequências sociais nefastas, se não haver um processo de sua integração, com a criação de oportunidades de emprego, entre outros.
O antigo Reitor da UEM foi convidado a proferir uma palestra para falar dos desafios e perspectivas da UEM, no âmbito do V Seminário Pedagógico que decorre desde ontem, 7 de Julho, na UEM.
Entretanto, a expansão de ensino superior com qualidade é um outro desafio do país que, igualmente, representa um desafio para a UEM, "porque se não estamos a expandir com qualidade estaremos a mentir", justificou.
Um outro desafio consiste na diferenciação de áreas a leccionar entre as instituições de ensino superior moçambicanas, argumentando que não é possível que todas as universidades sejam excelentes em tudo, desde as engenharias até às ciências humanas. "Temos que definir onde é que vamos desenvolver com excelência e reforçar nisso", disse. Matos acrescentou que, hoje, este fenómeno de falta de diferenciação torna-se mais evidente quando instituições de ensino superior outrora vocacionadas para formar docentes desvirtuam a missão pela qual foram criadas. O professor é da opinião que cada uma das universidades devia ser excelente na sua área, reiterando que não existe no mundo uma única universidade que seja excelente em tudo. O palestrante entende que a UEM deve definir o seu papel entre as quase meia centena de instituições de ensino superior, em Moçambique.

Mas Narciso Matos reconhece que o número de estudantes na UEM cresceu de forma explosiva e muito acima da capacidade que lhe permite manter a qualidade que tinha sido adquirida há alguns anos. A isto associa-se ao crescimento dos cursos de pós-laboral que representam uma importante fonte de receitas para a instituição, mas que a qualidade dos seus estudantes tem sido severamente questionada, chegando a comprometer a imagem da UEM, conhecida por ostentar estudantes de grande gabarito no que respeita ao conhecimento científico, no país.

Entretanto, apesar de avanços e recuos, para o antigo Reitor, a UEM continua a ser a referência de bons estudantes e de melhores docentes, possuindo centenas de doutores e outras centenas de mestres. O único entrave prende-se com o facto de a mais antiga instituição de ensino superior não ter conseguido, até hoje, reter a tempo inteiro, os docentes que possui. "Há um núcleo muito pequeno que ainda vive da academia e respira academia, que dão aulas, supervisionam os estudantes, participam da gestão universitária, o problema é que são poucos”, frisou.

De acordo com Narciso Matos, muitos docentes têm segundas ocupações de emprego que consideram serem mais importantes que a universidade. Num outro desenvolvimento, Narciso Matos criticou a atitude de soberba por parte de alguns docentes que exibem uma postura exagerada de supremacia quando estão perante estudantes, o que mina a relação docente/estudante.
O V Seminário Pedagógico da UEM foi oficialmente aberto pelo Reitor da UEM, o Prof. Doutor Orlando Quilambo que, na ocasião, justificou a realização do evento com a necessidade de reflexão que resulte na concepção, implementação e monitorização de uma reforma académica e curricular na UEM.
Segundo o Reitor, este seminário encontra o seu enquadramento no Plano Estratégico da Universidade Eduardo Mondlane, 2008-2014. Trata-se de um Plano Estratégico que preconiza a avaliação do actual quadro curricular comparando-o ao de outros subsistemas nacionais de ensino e das universidades da SADC.

Quilambo disse esperar que o V Seminário Pedagógico se constitua numa plataforma privilegiada de reflexão destes e de outros desafios pedagógicos da UEM, cujas recomendações considerou serem fundamentais para a melhoria da qualidade do ensino.

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