Delegação Europeia escala ESCMC de Quelimane

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fotoQUma delegação europeia constituída por técnicos de Universidades da Islândia e Noruega escalou, no dia 09 de Junho, a Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras de Quelimane (ESCMC), com o objectivo de supervisionar as actidades financiadas por estes países, inserido no âmbito de um memorando assinado, em 2013, com o Governo de Moçambique, através do Ministério das Pescas. O memorando incorpora um programa de apoio ao sector das pescas financiado por um fundo comum constituído pela Noruega e pela Islândia.
O programa de apoio ao sector das pescas, no país, está avaliado em 30 milhões de dólares e segue até 2017.
O projecto, que tem a duração de 5 anos, está a apoiar todas as áreas relacionadas com a produção pesqueira tendo em vista o incremento das capacidades produtivas do peixe. O projecto inclui ainda a componente de formação técnica com o apoio à programas conjuntos de formação de técnicos em aquacultura, bem como no apoio a programas de investigação pesqueira e gestão das pescarias.
Maria Laurentina Cossa, do Ministério das Pescas, que integrava a comitiva de visita ao ESCMC, esclareceu que o memorando de entendimento assinado, ano passado, preconiza a realização de visitas de monitoria pelos locais onde decorrem os projectos do sector pesqueiro.
Cossa afirmou a existência de projectos conjuntos de formação envolvendo quadros da Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras de Quelimane e de universidades Islandesas e Norueguesas, sendo que alguns moçambicanos já se encontram a frequentar os níveis de mestrado e doutoramento na África do Sul, Brasil e Alemanha.
"O propósito da visita é igualmente verificar a situação pesqueira da província da Zambézia. A visita à ESMC é pelo facto de terem programas conjuntos de formação em aquacultura", disse.
Na sua passagem pela Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras de Quelimane, a comitiva europeia e quadros do Ministério das Pescas destacaram a parceria existente entre a escola e a empresa Aquapesca, esta última conhecida pela produção de grandes quantidades de camarão e de peixe, na região. Segundo Maria Cossa, esta relação entre as duas instituições permite que estudantes possam realizar estágios profissionais, associando a teoria e a prática.
Entretanto, Cossa garantiu que o governo moçambicano quer apostar fortemente na formação técnica de quadros especializados em aquacultura. "A aquacultura é uma actividade nova e é sempre bom ter uma escola que forma esses estudantes, e para o Ministério das Pescas a aquacultura é uma prioridade", afirmou.
A fonte disse que a existência do fundo comum já permitiu a construção de um Mercado de raiz, na província da Zambézia, especializado na comercialização do pescado local.
Na Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras de Quelimane a comitiva visitou os laboratórios aonde são realizadas experiências e manteve encontro com a direcção, entre outros.

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