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Reitor apela desenvolvimento de mais competências aos graduados

 

Carreiras

O Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, defendeu que o actual mercado de trabalho exige habilidades técnico-sociais que nem sempre constam dos currícula oferecidos nos cursos de licenciatura, apelando deste modo competências associadas à aprendizagem activa aos graduados.
Explicou que, se ontem o mercado de trabalho requeria, por exemplo, a fluência da língua inglesa e utilização de pacotes informáticos como Microsoft Word, hoje rotula outras competências como elementares.
“O mais recente Relatório do Fórum Mundial Económico sobre o futuro dos empregos destaca que as habilidades cognitivas, como flexibilidade cognitiva, ou competências associadas à aprendizagem activa ou ainda inteligência emocional são tão importantes quanto ao grau académico obtido”, destacou.
Guilherme Júnior falava na terça-feira, no Campus Principal da UEM, durante o lançamento externo do projecto de Desenvolvimento de Carreiras, tendo reiterado que a atitude é também crucial no mercado de emprego.
“Hoje, o mundo pede mais das universidades. Os desafios das alterações climáticas, da segurança, do combate à pobreza, das crises migratórias, entre outros, têm desafiado os saberes e as mentes dos nossos cientistas a apresentarem propostas de solução e mitigação, mas, acima de tudo, à formarem o Homem para este novo contexto”, acrescentou.
Por sua vez, o embaixador dos Estados Unidos da América, Peter Vrooman, assegurou que o projecto de Desenvolvimento de Carreiras irá ajudar aos estudantes universitários a atingirem o seu potencial, contribuindo assim na formação de jovens líderes e dirigentes.
A iniciativa, financiada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento, é implementada em três instituições do ensino superior nacionais, nomeadamente, na Universidade Eduardo Mondlane, Universidade Púnguè e no Instituto Superior Politécnico de Manica e conta com assistência técnica da Universidade Estatal do Michigan (EUA). O projecto visa melhorar as competências individuais dos estudantes de modo a aumentar o acesso a serviços e a empregabilidade de qualidade, por via de centros de desenvolvimento de carreiras em cada uma das instituições parceiras.
O projecto terá duração de quatro anos e pretende alcançar inicialmente cerca de 4800 estudantes, oferecendo uma variedade de serviços aos estudantes, desde orientação profissional, incremento de competências para o emprego, enquanto se promove um diálogo com o ecossistema de mercado de trabalho, nomeadamente, o Governo, as instituições de formação e o sector produtivo, de modo a permitir uma melhor orientação vocacional, inserção e carreira profissionais.