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Académicos e activistas debatem feminismos africanos

 

MM22-03Académicos e activistas de todo o mundo estão a Maputo para debaterem, reflectirem e dialogarem, bem como reconstruirem paradigmas a partir de diferentes perspectivas e territórios sobre feminismos africanos no 14o Congresso Mundo de Mulheres que decorre de 19 a 23 de Setembro. Trata-se de um evento internacional e interdisciplinar que congrega homens e mulheres. A edição de Maputo realiza-se sob lema "FeminismoS AfricanoS – Construindo alternativas para as mulheres e para o mundo através de um corredor de saberes que cuida e resiste" cujo objectivo é permitir o cruzamento entre o conhecimento científico e outros conhecimentos ou saberes sobre as alternativas feministas.
MM22-02Na abertura, o Vice-ministro do Género, Criança e Acção Social, Dr. Lucas Mangrasse, disse estar convicto de que a partilha de experiências a partir de diferentes perspectivas permitirá melhor percepção dos desafios e identificação de intervenções que contribuam para o desenvolvimento, emancipação da mulher e alcance dos objectivos de desenvolvimento sustentável.
O dirigente afirmou que o estado moçambicano assume que a igualdade de direitos e de oportunidades entre mulheres e homens, o combate a violência, a descriminação, as uniões prematuras, bem como a irradicação da pobreza são indispensáveis para materializar o desejo de contribuir para uma sociedade inclusiva. Nesse sentido, segundo ele, o governo aprovou políticas, estratégias e planos de acção de modo a criar condições para que mulheres e homens gozem dos mesmos direitos e deveres, destacando-se a aprovação da Política do Género e Estratégias da sua implementação, os planos nacionais para o avanço da mulher e de prevenção da violência baseada no género. Estes instrumentos devem guiar todas as acções implementadas pelas instituições públicas e privadas, sociedade civil, instituições religiosas, entre outros.
MM22-01O governante disse ser notável o aumento das mulheres e homens no acesso aos serviços socias básicos, tendo afirmado que a participação da mulher nos domínios social, económico, político e cultural é cada vez maior em pé de igualdade com os homens.
Fez saber que este ano se atingiu a paridade no actual governo apontando, a titulo de exemplo, a Assembleia da República, o Conselho Constitucional e a Procuradoria Geral da República que são dirigidos por mulheres.
O Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Dr. Eneas Comiche, defendeu que história do feminismo nacional não pode ser escrita em se revisitar o percurso, as realizações e o papel desempenhado pelas mulheres desde a luta de libertação nacional e pela organização da mulher moçambicana. A consciência sobre o lugar da mulher na sociedade criada desde então inspirou a acção pela igualdade de género levada à cabo nos tempos modernos por mulheres e raparigas no seio das respectivas organizações e redes com vista a intervir nas mais variadas frentes de desenvolvimento político e social, económico e cultural, pelo que, "a realização do congresso, em Maputo, testemunha a inserção das mulheres nas respectivas associações e redes bem como a sua capacidade de contribuir com experiências e saberes para afirmação do movimento feminino nacional, africano e mundial", disse.
MM22-00Por sua vez, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, afirmou que como instituição pública de ensino superior, a UEM tem vindo a adoptar e a implementar estratégias que visam melhorar a sua abordagem em torno de matérias relacionadas com o género, desenvolvendo acções que tem em vista a promoção da equidade do género em todas as dimensões da sua actuação.
Para o Reitor, o 14º Congresso Mundos de Mulheres representa uma grande oportunidade de aproximar a academia aos movimentos sociais e restantes vectores da sociedade e do mundo para um diálogo amplo, aproveitando desta forma da multidisciplinaridade do conhecimento científico, saberes e experiências em prol do bem-estar de todas e de todos.
Entre os temas para debate destacam-se (i) Autonomia económica e trabalhos das mulheres; (ii) Serviços públicos – trabalho, educação, saúde, infraestruturas e mobilidade urbana; (iii) Os bens comuns – terra, água, florestas e biodiversidade); (iv) Violência contra as mulheres e raparigas/meninas; (v) Paz e desmilitarização; (vi) Terra, extractivismo, energias renováveis e mudanças climáticas; entre outros.