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Chefe das TIC na ONU insta a UEM a apostar em serviços digitais

Bernardo-Foto-00O Secretário Geral Assistente para as Tecnologias de Informação e Comunicação da ONU, o engenheiro moçambicano Bernardo Mariano, defendeu que o sector académico deve apostar em serviços digitais para a arrecadação de receitas, visto que a digitalização pode garantir a sustentabilidade das instituições do ensino superior, sobretudo da UEM.
O responsável das TIC na ONU fez este apelo hoje (12/08), no Campus Principal da UEM, durante uma palestra subordinada ao tema “Transformação Digital, Oportunidades e Desafios para as Instituições do Ensino Superior”.
Explicou que as universidades podem promover e vender mais cursos ligados à ciência e tecnológica, trazendo o exemplo da Medicina que, actualmente, exige o domínio da área Informática para a formação de um profissional capaz de usar a robótica para operar pacientes.
“A pandemia da Covid-19 mostrou a importância da digitalização, a partir do momento em que se fez sentir a escassez de informação, sendo neste contexto que a Infodemia se tornou numa ciência que já está a ser leccionada nas universidades do mundo”, referiu.
Bernardo Mariano reconheceu que a cobertura de internet é ainda um desafio no país, alertando que é imperiosa a existência de leis de privacidade para a protecção de dados sensíveis, principalmente no sector de saúde.
“Algumas leis que funcionam na vida prática devem também ser aplicadas no ecossistema digital”, alertou.
Por último, o palestrante aconselhou que as universidades explorassem áreas como infraestrutura digital, plataforma, finanças e literacia digitais, alertando que elas podem ajudar na arrecadação de receitas internas, contribuindo igualmente para o desenvolvimento do País.
Durante o evento, que se enquadra nas celebrações dos 60 anos do ensino superior, Bernardo Mariano e o Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, assinaram um memorando de entendimento que garante a concessão de duas bolsas de estudos a igual número de estudantes desprovidos de condições financeiras para frequentar o ensino superior.
Na sua intervenção, Guilherme Júnior referiu que o gesto solidário se enquadra numa das estratégias adoptadas pela universidade para buscar parcerias, com vista a garantir que mais jovens consigam ter a formação superior.

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