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Projecto FASIMO implementa sistema inovador de gestão de água e nutrientes no solo

FASIMO-01Docentes da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal da UEM e parceiros estão a implementar um sistema inovador de gestão de água e nutrientes no solo através de um sensor denominado “camaleão”, uma ferramenta digital baseada em cores para indicar os níveis de humidade do solo para ajudar aos pequenos agricultores a identificarem o melhor momento para irrigar.
Esta técnica está a ser difundida através do projecto FArmer-led Smallholder Irrigations in Mozambique (FASIMO) que além da UEM envolve técnicos do instituto Nacional de Irrigação (INIR), Instituto Superior Politécnico de Gaza (ISPG) e o Instituto Nacional Politécnico de Manica (ISPM).
O objectivo do projecto é intervir nos sistemas de irrigação de pequena escala liderados pelo governo ou por produtores, para torná-los mais produtivos, autossustentáveis e inclusivos bem como contribuir com evidências técnico-científicas para mudança de práticas e políticas no subsector de irrigação.
FASIMO-02De acordo com o Coordenador do projecto, Prof. Doutor Emílio Magaia, docente e investigador da Faculdade de Agronomia, desde a implementação do FASIMO, em 2019, houve registo de uma redução significativa do número de regas e consequente redução da quantidade de água aplicada para irrigação em 50 por cento. Por outro lado, nos sistemas de irrigação com recurso a motobomba, os custos de irrigação (aquisição de combustível) reduziram em 40 por cento como também um aumento da produção e rendimentos em cerca de 10 por cento.
O projecto está a ser implementado em 5 regadios da província de Gaza e 3 em Manica. Nos dias 10 e 11 de Agosto corrente decorreram as visitas de campo nas associações de Makateco e Rivoningo no distrito de Guijá, província de Gaza, para demonstração de utilização do sensor “Camaleão”.
O director dos Serviços Distritais de Actividades Económicas de Guijá, dr. Crimildo Ângelo Araújo, reconheceu que o FASIMO está a melhorar a vida dos produtores locais, uma vez que antes estes irrigavam apenas por verem que a camada superior do solo estava seca, mas agora passam a dispor de um instrumento que permite determinar a necessidade de rega.
Para o Director da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal (FAEF), Prof. Doutor Rogério Chiulele, tendo sido aprovada a tecnologia, o desafio que se segue consiste na sua disseminação a outros produtores por forma a melhorar cada vez mais o processo de produção em todo o país e melhorar a gestão dos recursos, com destaque para a água.
Os produtores locais dão-se por satisfeito com as técnicas aprendidas através do projecto FASIMO. É exemplo disso, a produtora Berta Ngove, que testemunhou o impacto social do projecto. “A nossa produção e o rendimento aumentaram. Hoje conseguimos ganhar o suficiente para alimentar as nossas famílias e também para vender. Conseguimos dinheiro para comprar o que não temos nas machambas, incluindo animais e construímos casas melhoradas”, frisou.
Esmeraldo Ngovene, um outro agricultor do povoado de Ndonga, distrito de Guijá, disse que “os técnicos ajudam-nos a perceber na prática a preparação da terra assim como a cuidar das culturas. O FASIMO nos levou para Xibambele, e lá conseguimos ter adubos, sementes. A nossa vida melhorou bastante com a intervenção do FASIMO”, explicou.
Durante os dois dias de campo, os produtores locais interagiram com os técnicos das instituições que integram o projecto para o aprimoramento do uso desta tecnologia agrícola que se espera vir a contribuir para a resiliência a choques extremos.
Além do sensor “camaleão”, o FASIMO disponibilizou insumos agrícolas melhorados que beneficiou mulheres, contribuindo para superar os constrangimentos que as mulheres enfrentam no acesso aos insumos produtivos.

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