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Laboratório de Astrofísica ganha nova “roupagem”

Astrofisica

O Laboratório de Astrofísica, Ciências Espaciais e Inteligência Artificial, da Universidade Eduardo Mondlane, poderá ganhar nova estética nos próximos meses, com a requalificação da infraestrutura e alocação de equipamentos modernos.
A iniciativa surge a partir de um financiamento, em cerca de 20 mil libras (1 596 560,64 maticais), garantido pelo Escritório para o Desenvolvimento da Astronomia, vinculado a União Internacional da Astronomia, em parceria com o Projecto para o Desenvolvimento da Radioastronomia em África.
O valor, que servirá para a requalificação da infraestrutura, alocação de computadores, aquisição e manutenção dos ar-condicionados, instalação de câmaras de vigilância e novos equipamentos informáticos, resulta da premiação deste centro num concurso internacional, que visava estimular a melhoria de laboratórios de astronomia de países africanos.
Segundo o coordenador e fundador do Laboratório de Astrofísica, Ciências Espaciais e Inteligência Artificial da UEM, Prof. Doutor Cláudio Moisés Paulo, o que atraiu a premiação de Moçambique neste concurso foi mediante a apresentação, em forma de projecto, de todo o trabalho que está a ser desenvolvido neste sector e respectivos impactos na sociedade mundial.
“Usamos o nosso passado para convencer os membros de júri de que este laboratório está a formar estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento, a nível nacional e internacional. Mostramos também que estamos a introduzir coisas novas para o nosso meio como é o caso da aplicação da inteligência artificial para assuntos ligados a metrologia”, explicou.
Assegurou que a premiação relança a imagem não só dos especialistas deste laboratório, mas também da UEM como uma instituição do ensino que está a desenvolver pesquisas de alto nível nesta área de conhecimento, uma vez que os seus resultados serão divulgados em diversas plataformas internacionais.
“Já na próxima semana, três estudantes terão oportunidade de participar de um treinamento e montagem de quatro radiotelescópios numa universidade sul-africana, parceira. Poderão adquirir novos conhecimentos que nos serão mais valia”, revelou.
Participaram deste concurso países como Botswana, Ghana, Kenya, Madagáscar, Namíbia e Zâmbia.
Refira-se que, recentemente, um estudante membro deste grupo de astrofísica conquistou o terceiro lugar no concurso internacional, denominado WEGE PRIZE, que decorreu na Kendall College of Art and Design, da Ferris State University, nos Estados Unidos de América.