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Mozal oferece bolsas de estudo a raparigas dos cursos de engenharia na UEM

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A Mozal atribuiu hoje 20 bolsas de estudo a igual número de estudantes de sexo feminino dos cursos de Engenharia eletrónica, elétrica, mecânica, civil, informática, química e ambiente da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM). A oferta enquadra-se no âmbito da implementação do projecto "Mulheres na Indústria", lançado ano passado por aquela multinacional cujo objectivo é estimular as raparigas a frequentarem cursos das áreas de engenharias para garantir o equilíbrio.
A bolsa inclui o pagamento da taxa anual de matrícula, subsídio mensal de transporte e despesas associadas e ainda a oferta de um computador portátil.
A Vice-reitora Académica da UEM, Prof. ª Doutora Amália Uamusse, fez saber que de um modo geral o número de raparigas que ingressam nos cursos da UEM tem vindo a aumentar, tendo atingido, em 2019, uma percentagem de 40 por cento do total dos estudantes da UEM. No entanto, reparou que nos cursos de Engenharia a cifra continua bastante baixa, apenas 14 por cento são mulheres.
Defendeu ser absolutamente preponderante a adopção de uma abordagem equitativa e que respeite as especificidades de género e a criação de sinergias com vários actores, mormente as instituições do ensino superior. Enalteceu o facto de o apoio do sector privado e organizações não-governamentais nacionais e estrangeiras que operam em áreas de interesse estarem a ajudar a “impulsionar a candidatura de mais mulheres aos cursos de engenharia assim como a sua retenção até a conclusão dos cursos”.
O Director de Assuntos Corporativos da MOZAL, Eng.º Gil Cumaio, afirmou que a sua instituição acredita que a formação é um dos factores determinantes para o desenvolvimento de habilidades humanas e técnicas necessárias para o aumento dos níveis de empregabilidade e geração de autoemprego em prol do desenvolvimento do País.
Sublinhou que com o gesto pretendem se juntar aos esforços do governo em reverter o cenário de baixa participação da mulher, particularmente nos cursos tradicionalmente considerados para homens. "Encorajamos todas as raparigas beneficiárias destas bolsas a darem o melhor de si, dedicando-se aos estudos de modo a fazer valer esta oportunidade", disse.
A estudante Leila António, em representação das beneficiárias, prometeu dar o máximo de si para fazer valer a pena a oportunidade que lhes foi concedida.
O projecto "Mulheres na indústria" é implementado desde 2019 e já beneficiou 40 raparigas do ensino superior. No âmbito do mesmo projecto são igualmente oferecidas bolsas de estudo a raparigas dos distritos de Boane e Matola para o ensino técnico profissional.

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