Aberto oficialmente ano académico na UEM

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baertura-ano-01A UEM realizou hoje a cerimónia de Abertura Oficial do Ano Académico 2019. O evento contou com Aula de Sapiência intitulada “Ciências Sociais, Autenticidade, Internacionalismo e Luta na rica e Complexa Vida de Eduardo Mondlane”, proferida pelo Professor Doutor Livio Sansone, Professor Titular da Universidade Federal da Bahia, Brasil.
Segundo orador, Mondlane vislumbava um Moçambique multicultural com várias línguas e grupos étnicos, que precisava de aprender a conviver entre si dentro de um estado novo e independente. Precisou que, hoje, Mondlane poderia se chamar de um humanista negro africano porque ele antecipou uma postura de autores contemporâneos importantes.
O investigador frisou que a tentativa de reconstruir a bibliografia de Mondlane é associada as igrejas, mas os 15 anos que correspondem a sua formação académica são omissos. Para Sansone, uma forma de homenagear a vida e obra de Mondlane é dar atenção a sua qualidade de cientista social. Actualmente, existem pelo menos 10 livros sobre Eduardo Mondlane, incluindo uma novela inspirada nas cartas de Janet Mondlane, duas dúzias de artigos científicos, entre outros.
Justificou que são vários os motivos que levam diferentes cientistas a escreverem sobre Mondlane, entre eles, as mudanças no continente africano, a necessidade de protagonismo da nova geração de escribas sociais e um novo momento que se vive nas ciências sociais, com o renovado interesse com o cosmopolitismo e sua relação com o nacionalismo. "Nas ciências sociais está claro que todo o projecto nacionalista é construído de forma transnacional ou internacional, embora se apresente como um projecto nacional", disse.
Após leitura de diversos documentos que abordam a vida de Mondlane, Sansone conclui que tratava-se de uma pessoa curiosa, estudiosa, cosmopolita revolucionário, humanista e pouco avesso às rupturas. A sua formação em ciências sociais e sua prática profissional como antropólogo foram determinantes no desenvolvimento da sua capacidade de liderança.
baertura-ano-02Na ocasião, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Prof. Doutor Jorge Nhambiu, disse que a celebração, este ano, da obra de Eduardo Mondlane deve servir de momento de reflexão mais profundo sobre a dimensão do seu legado, no contexto da construção da Nação Moçambicana.
Referiu que a escolha do tema para oração de sapiência, evidencia abertura para a promoção do debate sobre a temática contribuindo para a construção de uma sociedade que aposta cada vez mais no conhecimento, na inovação e na qualidade da formação do capital humano.
Para o Ministro, as universidades constituem hoje em dia, o pilar do desenvolvimento económico e social dos países, na medida em que mais do que a posse dos recursos naturais, é o domínio do conhecimento científico que permite que uma Nação seja capaz de transformar tais recursos em fontes de desenvolvimento.
Por isso, considera ser incontornável a adequação do Ensino à realidade do país, devendo inspirar-se nas melhores práticas, em fundamentos capazes de estabelecer a ponte entre o conhecimento produzido e a sua aplicação prática na solução de problemas que as comunidades enfrentam.
baertura-ano-03Na sua intervenção, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, afirmou que cinquenta anos depois da morte de Mondlane, pode-se afirmar que os desígnios sobre os quais lutou estão presentes no seio dos moçambicanos e continuam a inspirar as diferentes gerações na luta pela edificação de um Moçambique unido, pacificado e desenvolvido. "Por isso, dada a sua complexidade intrínseca, a trajectória de vida de Mondlane deve continuar a ser objecto de estudo por parte dos cientistas sociais tendo em vista aprofundar o conhecimento que temos sobre este Homem cuja consciência resultou de diferentes fontes de experiência", frisou.
Tratando-se da abertura do ano lectivo 2019, o Reitor garantiu que a UEM continuará firme e empenhada a dar o seu contributo para o processo de desenvolvimento de Moçambique, juntando as mais diversas sinergias. Tendo como fonte de inspiração o Plano Estratégico da UEM (2018-2028), continuará a garantir a oferta formativa de qualidade; a desenvolver esforços no sentido de garantir que a Política de Investigação da UEM e as suas linhas de investigação sejam apropriados por todos os membros da comunidade universitária; a trabalhar para a disponibilização de recursos humanos com experiência e competência para a investigação, inovação e desenvolvimento tecnológico; entre outros.
A abertura do ano Académico na UEM contou com diversas individualidades entre membros do Conselho de Ministros, antigo Reitor da instituição, estudantes, entre outros.

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