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UEM enaltece feitos do Professor Armando Dimande

dimande
Decorreu na manhã de hoje (02/02), em Maputo, o velório em homenagem ao académico moçambicano, Prof. Doutor Armando Dimande, falecido no passado dia 26 de Janeiro, em Pretória, na Africa do Sul, vítima de doença.
O Prof. Doutor Armando Dimande era docente na Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane onde chegou a exercer o cargo de Director daquela unidade de 1995 a 1999 e de 2009 a 2018.
Em elogio fúnebre, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, disse que foi por reconhecimento das suas qualidades que levou a UEM a solicitar a sua transferência da Escola Secundária Francismo Manyanga onde era professor de Português e Inglês. Na UEM, o Prof. Doutor Armando Dimande percorreu toda a escadaria académica de Monitor, Assistente Estagiário, Assistente até a categoria que ele ostentava a de Professor Auxiliar.
Segundo o Reitor, o professor Dimande pertenceu a geração dos que acreditavam que a formação em Direito, no país, só seria consolidada com a introdução da pós-graduação e, por isso, juntamente com outros colegas criaram as bases, em parceria com a Universidade de Lisboa, para que UEM pudesse oferecer cursos de Mestrado e de Doutoramento. "Hoje, as habilidades de investigação de muitos dos nossos estudantes de Mestrado e Doutoramento são resultado da tua forma de fazer com que cada estudante fosse parte do processo de ensino-aprendizagem", disse.
Quilambo frisou que a par da docência, o Prof. Doutor Armando Dimande era um defensor de uma Faculdade de Direito multifacetada tal que trabalhou para a criação do Centro de Estudos sobre o Direito da Integração Regional da SADC (CEDIR). "Por isso, se hoje celebramos algum centro de extensão que criamos na nossa Faculdade de Direito deveremos também associá-los ao seu nome e imortalizá-los fazendo destes centros verdadeiras ideias incubadoras mas, sobretudo, centros de produção científica", anotou.
Em representação do partido Frelimo da qual o Professor Dimande era membro desde 1996, Ovlado Faquir, fez saber que tratava-se de um membro activo e aberto a discussão intelectual de diversos assuntos de carácter social e político do país.
Disse que o seu contributo como militante da Frelimo em prol da UEM e do país constitui um marco indelével que merece respeito de todos pelo seu exemplo de entrega abnegada à causa do crescimento nacional, por isso, ficará registada nos manuais do partido para servir de exemplo aos novos membros daquela organização.
Na ocasião, os três filhos do Prof. Doutor Armando Dimande (Cássio, Cloves e Amanda) lamentaram o desaparecimento físico de um pai, marido e um amigo para todas as ocasiões. Descreveram-no como um homem lutador que saiu de uma pequena localidade, no Posto Administrativo da Machava, e que apesar de ter estudado em grandes universidades nunca largou a sua simplicidade.
O "ADeus" ao Prof. Doutor Armando Dimande foi testemunhado por diversas individualidades como o Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga; o Presidente do Tribunal Administrativo, Machatine Munguambe; o Procurador Geral-Adjunto, Taibo Mucobora; o Bastonário da Ordem dos Advogados, Flávio Menete, entre outras figuras.
Após o velório, os restos mortais foram a enterrar no Cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo. O Professor Armando Francisco César Dimande nasceu a 23 de Março de 1959, na província de Maputo. Deixa viúva e três filhos.

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