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Especialista americana desvenda segredos do marketing digital

As ferramentas de Inteligência Artificial (IA) estão a transformar o marketing digital e podem desempenhar um papel decisivo no posicionamento de produtos e marcas no mercado, desde que utilizadas de forma estratégica e alinhadas às necessidades dos consumidores. A ideia foi defendida na Quinta-feira (26/03), em Maputo, pela empreendedora norte-americana, Dawn Dickson, durante uma palestra na Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

O encontro, realizado na Faculdade de Economia, reuniu estudantes e jovens empreendedores, proporcionando um espaço de partilha de experiências e tendências globais do marketing digital. Com uma trajectória consolidada no empreendedorismo e nas tecnologias aplicadas ao marketing, Dawn Dickson destacou que o sucesso de uma marca depende, acima de tudo, da sua capacidade de responder às necessidades reais do público consumidor.

Para Dickson, o segredo está em alinhar o produto ou serviço com o que o consumidor realmente precisa. A tecnologia facilita, mas não substitui o pensamento estratégico e a criatividade humana, alerta.

Durante a sua intervenção, a especialista sublinhou que as ferramentas de IA podem ser utilizadas para desenvolver campanhas de marketing mais eficazes; optimizar estratégias em redes sociais e acelerar o crescimento e a visibilidade de marcas.

No entanto, alertou que o uso dessas tecnologias deve ser acompanhado por uma abordagem crítica e estratégica, sob pena de comprometer a autenticidade e a relevância das marcas.

Com experiência no mercado africano, particularmente no Gana, Dickson destacou que o continente apresenta um ambiente de negócios dinâmico, competitivo e, muitas vezes, imprevisível. “As empresas que conseguem crescer de forma sustentável são aquelas que estão em constante reinvenção”, sublinhou.

Por sua vez, o docente da Faculdade de Economia, Doutor Estácio Rajá, chamou a atenção para as especificidades do mercado moçambicano, caracterizado por uma forte sensibilidade ao preço, devido ao baixo poder de compra da maioria da população.

Segundo Rajá, o mercado está em crescimento, mas exige soluções ajustadas à realidade económica dos consumidores pelo que não basta uma boa ideia de negócio; é preciso compreender o contexto.

O académico destacou ainda que, embora Moçambique registe avanços na adopção digital, com o aumento do acesso a dispositivos electrónicos, persistem desigualdades significativas no acesso à internet, sobretudo entre zonas urbanas e rurais. “É neste contexto que os futuros economistas e empreendedores devem actuar”, concluiu.

A palestra esteve subordinada ao tema “Adequação do produto ao mercado: da visão local à vantagem competitiva global” e contou com a participacao de docentes, estudantes e algumas startups.