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“A UEM contribuiu para elevar a minha carreira”

– considera Engª. Ivone Cipriano, Alumni da UEM

No contexto das celebrações do 7 de Abril, destacamos o percurso inspirador de uma engenheira formada em Engenharia Electrónica pela UEM, que partilha a sua experiência no mercado de trabalho, os desafios enfrentados enquanto mulher numa área predominantemente masculina e a importância da formação académica na construção da sua carreira.

A entrevista revela não apenas obstáculos, mas também oportunidades e conquistas que servem de inspiração para outras raparigas que desejam seguir áreas de engenharia e tecnologia.

 

Como a UEM contribuiu para a sua trajectória profissional?

A UEM contribuiu significativamente para o desenvolvimento da minha carreira profissional, pois incutiu em mim o gosto pela pesquisa e a necessidade de aprendizagem contínua, algo essencial no mercado de trabalho.

As disciplinas relacionadas com redes de computadores e programação foram determinantes quando ingressei no INTIC (Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação). Inicialmente, trabalhei na área de administração de redes e, posteriormente, passei por outros sectores, onde os conhecimentos adquiridos na universidade mostraram-se fundamentais.

 

Que desafios encontrou no mercado profissional?

O primeiro desafio foi ter que provar a minha capacidade para ser aceite. No nosso ramo, ainda existe alguma desconfiança em relação à capacidade das mulheres para actuar na área de engenharia. Este é um desafio comum enfrentado por muitas mulheres neste sector.

No entanto, encarei essa situação não como um obstáculo, mas como uma oportunidade. Como ainda são poucas as mulheres nestas áreas, a presença feminina acaba por ter um impacto positivo e abrir caminhos para outras.

 

Acredita que o facto de ser mulher contribuiu para facilitar a sua inserção no mercado de trabalho?

Não tive facilidades. Pelo contrário, houve dúvidas quanto à minha capacidade, e precisei demonstrar o meu valor. Não existem vantagens apenas por se ser mulher nesta área, quem se destaca, fá-lo por competência.

Actualmente, como docente, observo que muitas raparigas têm um desempenho académico superior ao dos rapazes, o que demonstra claramente o seu potencial.

 

Que mensagem gostaria de deixar por ocasião do 7 de Abril?

A minha mensagem é dirigida às raparigas que ainda têm dúvidas sobre seguir cursos nas áreas de engenharia e tecnologia. Eu incentivo fortemente que apostem nestas áreas.

Vivemos numa era de empoderamento feminino, e estas formações representam grandes oportunidades. Costumo dizer às minhas estudantes que ninguém que se dedique a estas áreas ficará sem emprego.