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Universidade Eduardo Mondlane

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Registo Académico aposta na humanização dos serviços

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) pretende melhorar a qualidade do atendimento aos estudantes, apostando numa comunicação mais humanizada, maior eficiência na resolução de problemas e simplificação dos procedimentos administrativos. A medida surge num contexto de reclamações sobre os serviços prestados pelo Registo Académico (RA), um dos sectores com maior interacção com a comunidade estudantil.
A necessidade de mudança foi defendida pelo Director do Registo Académico, Prof. Doutor Betuel Canhanga, durante uma reunião geral realizada na Segunda-feira (26/10), que juntou funcionários do sector e representantes de outras unidades da Universidade para reflectir sobre a qualidade dos serviços, a humanização do atendimento e os desafios da implementação dos novos planos curriculares.
Para Canhanga, a qualidade do atendimento não se resume ao cumprimento de procedimentos administrativos, exigindo também disponibilidade para ouvir, compreender as preocupações dos estudantes e apresentar respostas claras e fundamentadas. “Cada um de nós deve, diariamente, fazer o esforço de humanizar o serviço. Sempre que nos dirigimos aos colegas e aos estudantes, devemos procurar ser mais humanos e eficientes”, afirmou.
O dirigente lembrou que o Registo Académico constitui uma das principais portas de contacto entre os estudantes e a Universidade, razão pela qual o comportamento dos funcionários influencia directamente a percepção pública sobre a instituição.
Neste sentido, apelou à escuta activa, serenidade e clareza na comunicação, sobretudo perante situações em que as solicitações dos estudantes não podem ser satisfeitas. “Fundamentar não significa, simplesmente, copiar o artigo que diz respeito à preocupação apresentada, mas explicar o seu conteúdo”, esclareceu, defendendo que as decisões administrativas devem ser acompanhadas de explicações acessíveis aos utentes.

Eficiência e transparência para recuperar confiança dos utentes

A melhoria dos serviços exige, igualmente, maior rigor na gestão da informação, cumprimento dos prazos e uniformização dos procedimentos administrativos.
A posição foi defendida pelo Director dos Recursos Humanos da UEM, Mestre Alcides Nobela, que orientou uma palestra sobre a qualidade do serviço público no contexto universitário.
Segundo Nobela, a prestação de serviços eficientes depende da articulação entre os diferentes sectores, da integridade da informação e da adopção de procedimentos claros, capazes de reduzir constrangimentos e assegurar respostas consistentes aos utentes.
Destacou, ainda, a importância das tecnologias digitais, da transparência e da monitoria permanente como instrumentos para melhorar o desempenho institucional e fortalecer a confiança dos estudantes. “Todos somos responsáveis por um serviço público de qualidade na UEM”, sublinhou.

Novos currículos exigem atenção aos estudantes com disciplinas em atraso

A reunião serviu também para esclarecer dúvidas relacionadas com a implementação dos novos planos curriculares, particularmente o enquadramento dos estudantes que iniciaram os seus cursos ao abrigo dos currículos anteriores.
Os representantes da Direcção Pedagógica, Laye Mandra e Samuel Chumane, explicaram que os antigos planos curriculares continuam em vigor durante o período de transição estabelecido nos novos instrumentos, findo o qual os estudantes passam a estar sujeitos ao currículo vigente.
Uma das principais preocupações prende-se com a situação dos estudantes que acumulam unidades curriculares em atraso, interromperam as matrículas ou regressam à Universidade após um período de ausência.
Samuel Chumane esclareceu que compete às unidades académicas analisar cada situação e encontrar soluções de enquadramento, estando previsto um período de um ano para a regularização das unidades curriculares em atraso.

Equivalências e disciplinas extintas merecem tratamento específico

Relativamente às unidades curriculares concluídas no plano anterior que não encontram equivalência no novo currículo, Laye Mandra explicou que os estudantes podem solicitar um certificado comprovativo das disciplinas realizadas, enquanto o respectivo plano curricular permanecer em vigor.
Quanto às unidades curriculares em atraso que deixam de ser oferecidas, cabe às unidades académicas assegurar o tratamento das situações pendentes durante o período de transição, evitando que a mudança curricular deixe casos académicos por resolver.
Os esclarecimentos reforçaram a necessidade de uma articulação permanente entre o Registo Académico, a Direcção Pedagógica e as unidades académicas, de modo a garantir uma aplicação coerente dos novos planos curriculares e uma orientação adequada aos estudantes.