
Para melhorar o Ensino: Vice-Reitora defende transformação digital
A Vice-Reitora Académica da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Prof.ª Doutora Amália Uamusse, defendeu que a transformação digital deve ser encarada como um instrumento estratégico para melhorar o ensino, ampliar a investigação, preservar e disponibilizar o conhecimento, aproximar a Universidade da sociedade e tornar os serviços mais eficientes e acessíveis.
A posição foi defendida na Quinta-feira (01/10), durante a cerimónia de tomada de posse dos Directores-adjuntos para a área de Investigação e Extensão da Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Inhambane (ESHTI), da Escola Superior de Desenvolvimento Rural de Vilankulo (ESUDER) e da Faculdade de Educação (FACED), bem como do Director-adjunto para a área de Arquivo e Investigação do Arquivo Histórico de Moçambique.
Na ocasião, tomaram posse Gouveia Sumale, como Director-adjunto da ESHTI; Darla da Conceição Viana, da ESUDER; Ivete Salomão Nhantumbo, da FACED; e António Maposse, do Arquivo Histórico de Moçambique.
Ao dirigir-se aos empossados, Amália Uamusse destacou que a ética, a integridade e o espírito de serviço público devem orientar todas as decisões e actos de gestão. “As áreas que dirigirão não devem funcionar como compartimentos isolados. Investigação, extensão, graduação, arquivo e outras dimensões da missão universitária devem dialogar entre si”, afirmou.
Ao novo Director-adjunto da ESHTI, a Vice-Reitora Académica recomendou a coordenação dos projectos e planos de investigação e extensão, a promoção da publicação científica, o acompanhamento dos Centros Internos da Escola, a garantia da qualidade da investigação e o reforço da prestação de serviços à comunidade. “O conhecimento produzido pela Escola deve ajudar a compreender melhor os desafios do turismo e, sobretudo, transformar-se em soluções úteis para operadores, instituições e comunidades”, salientou.
Amália Uamusse destacou, igualmente, a necessidade de reforçar a articulação entre o turismo e as Tecnologias de Informação e Comunicação, considerando-a um dos desafios a ter em conta no desenvolvimento da área.
Para a ESUDER, a Vice-Reitora recomendou atenção permanente à qualidade dos processos de ensino e aprendizagem, ao cumprimento dos planos curriculares, à actualização dos cursos e à adequação das competências dos graduados às transformações do mercado de trabalho e às prioridades de desenvolvimento nacional. “A qualidade de um curso depende, em grande medida, da qualidade dos seus docentes, dos métodos de ensino adoptados, das condições de aprendizagem e da capacidade institucional de avaliar e melhorar continuamente o seu desempenho”, afirmou.
Na Faculdade de Educação, Amália Uamusse destacou a importância da extensão universitária e da prestação de serviços à comunidade como mecanismos para aproximar o conhecimento académico dos problemas concretos da sociedade.
Segundo a dirigente, esta relação deve ocorrer nos dois sentidos: o conhecimento produzido pela Universidade deve contribuir para a resolução de problemas concretos, enquanto os desafios e as experiências da sociedade devem alimentar novas questões de investigação e novas formas de ensino.
Ao Director-adjunto do Arquivo Histórico de Moçambique, recomendou que o exercício das suas funções seja orientado para o reforço da articulação entre a preservação documental, a organização dos arquivos, a investigação científica, a extensão e a divulgação do conhecimento.
