
Da sala de aula para o campo: Graduados da ESUDER chamados a impulsionar o desenvolvimento rural
O Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, afirmou hoje (26/08) que os desafios do desenvolvimento exigem soluções cada vez mais inovadoras e sustentáveis. As rápidas transformações tecnológicas, económicas e ambientais impõem uma formação sólida e uma permanente capacidade de aprender, investir e inovar.
Manuel Guilherme Júnior discursava na Escola Superior de Desenvolvimento Rural (ESUDER), unidade da UEM localizada em Vilankulo, por ocasião da cerimónia de graduação de 136 licenciados e cinco mestres nas áreas de Agricultura Sustentável, Agro-processamento, Comunicação e Extensão Rural, Engenharia Rural, Produção Animal, Produção Agrícola e Produção Pesqueira.
Na mesma cerimónia, foram igualmente graduados estudantes do curso de Administração Pública, ministrado pela Faculdade de Letras e Ciências Sociais.

Do total dos graduados, cerca de 51,8 por cento são do sexo feminino e 48,2 por cento do sexo masculino, demonstrando uma participação activa e decisiva das mulheres nas áreas das ciências, engenharias e desenvolvimento rural.
Para o Reitor, cada diploma entregue representa não apenas uma realização individual, mas também um investimento do país na construção de uma sociedade mais desenvolvida, inclusiva e próspera.
Explicou que formar profissionais na área rural significa investir na valorização da agricultura, na segurança alimentar, na gestão sustentável dos recursos naturais, na inovação tecnológica e no desenvolvimento do meio rural e, sobretudo, na melhoria das condições de vida das populações.
“Formar para o desenvolvimento rural é, em última análise, contribuir para o desenvolvimento de Moçambique”, disse.
Justificou que a forte presença de estudantes da província de Inhambane na ESUDER confirma que a criação da escola continua a cumprir um dos objectivos que estiveram na sua origem: contribuir directamente para o desenvolvimento da região onde está inserida.
Por sua vez, o Director dos Serviços Provinciais das Actividades Económicas de Inhambane, António Veigas, que falou em representação da Secretária de Estado, fez notar que o país está sedento de profissionais capazes de produzir conhecimento, criar empresas, desenvolver soluções inovadoras, apoiar os produtores familiares, criar e fortalecer cooperativas, fortalecer a agro-indústria, incentivar o empreendedorismo e apoiar outros jovens.
Sustentou que os países que prosperam são aqueles que investem no capital humano, colocando a ciência ao serviço do desenvolvimento. Lembrou aos graduados que o Governo e a sociedade esperam deles, para além das competências técnicas, integridade, espírito de trabalho, patriotismo e compromisso com o bem-estar da comunidade.
Entre os graduados, Flávio Fulete, licenciado em Produção Agrícola, reconheceu os desafios enfrentados durante a formação, mas encara o futuro com optimismo. Por várias vezes pensou em desistir, mas o apoio familiar revelou-se decisivo para continuar a sua formação.
“Agradeço o apoio dos docentes e dos meus pais”, disse, visivelmente emocionado.
Por sua vez, Ginísio Nhampossa, agora licenciado em Economia Agrária, considera-se um homem feliz e realizado. Apesar da sua condição física, não se inibiu de ingressar no curso e enfrentar os desafios de uma formação superior.
Nhampossa reconhece que, inicialmente, enfrentou alguma desconfiança por parte dos colegas, mas afirma que essa percepção foi rapidamente ultrapassada pelas capacidades e habilidades que demonstrou ao longo da sua formação.
Explicou que foi necessário fortalecer-se interiormente. “Sofri um pouco de estigma inicialmente e tive que me adaptar. Mas logo ficou superado e hoje sinto que fiz família na ESUDER. Todos gostam de mim”, disse.
A cerimónia de graduação contou com a presença de familiares, amigos e representantes do Governo Provincial.