
Vilankulo mobiliza-se para a 1a edição do Campus Limpo na ESUDER
O verde ganhou novos espaços e as vassouras deram lugar a uma verdadeira mobilização colectiva, ontem (25/08), no campus da Escola Superior de Desenvolvimento Rural da UEM (ESUDER), em Vilankulo. Estudantes, alunos das escolas secundárias, parceiros e membros da comunidade juntaram-se para dar vida à 1.ª edição do Campus Limpo, numa jornada dedicada à limpeza, ao plantio de árvores e, sobretudo, à consciencialização sobre a necessidade de preservar o ambiente.
Mais do que limpar espaços, a iniciativa procurou despertar uma mudança de atitude: olhar para o campus não apenas como um lugar onde se estuda, mas como uma casa que precisa de ser cuidada por todos. A adesão de diferentes sectores do distrito transformou a iniciativa num momento de aprendizagem, convivência e compromisso com a preservação ambiental.
Promovido pela UEM desde 2022 no campus principal, em Maputo, o Campus Limpo começa agora a ganhar novos contornos. A realização da primeira edição fora do campus principal, em Vilankulo, representa um novo passo para transformar a iniciativa num movimento de dimensão nacional em defesa do ambiente e da biodiversidade.

“A ESUDER é a vossa casa”
Foi precisamente sobre o sentido de pertença que falou o Reitor da UEM, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, ao dirigir-se aos estudantes e demais participantes.
Explicou que o Campus Limpo tem contribuído para melhorar as condições do campus principal da Universidade, tornando-o um espaço mais limpo, agradável e acolhedor para quem o frequenta e visita. Em Vilankulo, disse, a expectativa é que a iniciativa produza o mesmo efeito.
Manuel Guilherme Júnior apelou aos estudantes para que assumam uma postura mais responsável em relação ao espaço que diariamente frequentam.
“A ESUDER é a vossa casa, é o lugar onde passam a maior parte do tempo e, por isso mesmo, é preciso apropriarem-se desse espaço. E a forma de se apropriarem desse espaço é cuida-lo mais”, afirmou.
Para o Reitor, porém, o Campus Limpo não deve ser confundido com uma simples campanha de limpeza. A iniciativa pretende, acima de tudo, promover uma cultura de responsabilidade na promoção e preservação ambiental.
Aprender também é cuidar
A mensagem encontrou eco entre os parceiros da iniciativa. Em representação da Fundação Yassin Amuji, Carla Amuji defendeu que a limpeza, a organização e o cuidado com os espaços de uso colectivo devem ser responsabilidades partilhadas.
Segundo a representante, a educação vai muito além das salas de aula. Aprende-se também através das atitudes, do respeito pelo ambiente e da forma como cada pessoa se relaciona com o espaço que a rodeia.
Árvores que hoje se plantam, sombras que amanhã se colhem
Em representação dos alunos das escolas secundárias, Lize da Glória Ilário, da Open Arms, destacou o plantio de acácias como um dos momentos de maior significado da iniciativa.
Para a aluna, as árvores hoje plantadas poderão fazer a diferença no futuro, contribuindo para a preservação do ambiente, a melhoria da qualidade do ar e a criação de espaços de sombra para as próximas gerações.
Quando o exemplo começa pelas mãos
O compromisso com a causa ambiental não ficou apenas nas palavras. O próprio Reitor, acompanhado pelos Vice-Reitores e directores das diferentes unidades que integram a comitiva de visita às escolas superiores, juntou-se aos participantes nas actividades de limpeza e plantio de árvores.
A jornada terminou com uma visita à exposição das empresas parceiras do Campus Limpo da ESUDER e às diversas iniciativas desenvolvidas pelos estudantes da Escola Superior de Desenvolvimento Rural.