Skip to main content

Universidade Eduardo Mondlane

Search
Logo-UEM-A3-01

Conferência Da ASAPA 2026: Investigadores da UEM apresentam soluções para a gestão do património arqueológico

Novos estudos desenvolvidos por investigadores da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) poderão melhorar a preservação, o mapeamento e a valorização do património arqueológico de Moçambique, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos sítios históricos e para a afirmação do país no panorama científico da África Austral.

Os resultados das investigações foram apresentados durante a Conferência Bienal da Associação dos Arqueólogos Profissionais da África Austral (ASAPA 2026), realizada de 6 a 9 de Julho, na África do Sul, onde especialistas da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) e do Centro de Arqueologia, Investigação e Recursos da Ilha de Moçambique (CAIRIM) deram a conhecer projectos que respondem a desafios concretos da conservação do património nacional.

Entre os principais contributos, destaca-se a proposta de georreferenciação das estações arqueológicas de Moçambique, apresentada por Énio Tembe, iniciativa que poderá modernizar os processos de inventário, monitoria e protecção dos sítios arqueológicos, fornecendo ferramentas mais eficazes para a sua gestão e salvaguarda.

A conferência serviu, igualmente, para divulgar novos conhecimentos sobre o património arqueológico nacional. Cézar Mahumane apresentou resultados da investigação sobre o naufrágio IDM003, localizado na Ilha de Moçambique, evidenciando o elevado potencial científico da costa moçambicana para a arqueologia marítima.

Por sua vez, Celso Simbine partilhou resultados preliminares de um estudo etnoarqueológico realizado na província de Inhambane, contribuindo para uma melhor compreensão das relações entre as comunidades costeiras, as práticas culturais e a preservação do património arqueológico.

Os avanços das escavações arqueológicas em Cabaceira Pequena foram apresentados por Diogo Oliveira, enquanto Omar Madime destacou os desafios do mapeamento das estações arqueológicas no país, defendendo a criação de mecanismos integrados para a identificação, documentação e gestão sustentável do património arqueológico nacional.

A participação da delegação moçambicana contou com o apoio do African World Heritage Fund (AWHF).