Universidade Eduardo Mondlane

Search
Logo-UEM-A3-01

IV Conferência De Jovens Investigadores Da CPLP: Primeira-Ministra defende academia como motor de soluções práticas

O Governo de Moçambique reitera o papel estratégico da academia na resposta aos desafios estruturais do país, defendendo uma actuação mais dinâmica, aplicada e orientada para resultados concretos.

Durante a abertura da IV Conferência de Jovens Investigadores da CPLP-África, realizada na Terça-feira (25/03), em Maputo, a Primeira-Ministra, Benvinda Levy, sublinhou que o contexto actual exige uma profunda transformação no modo como as instituições de ensino superior e de investigação se posicionam perante a sociedade.

Segundo a governante, ultrapassar os desafios que o país enfrenta, desde os impactos das mudanças climáticas até às pressões socioeconómicas, passa necessariamente por um movimento activo, comprometido e orientado da academia, capaz de gerar respostas eficazes e sustentáveis.

 

Neste sentido, defendeu que universidades e centros de investigação não devem se limitar à produção teórica, muitas vezes dissociada da realidade, mas se assumir como verdadeiras incubadoras de conhecimento aplicado, focadas na formação de quadros altamente qualificados, dotados não apenas de saber científico, mas também de competências práticas e capacidade de intervenção. Neste sentido, a academia deve formar profissionais com domínio técnico e sentido de missão, capazes de transformar conhecimento em soluções concretas para os problemas do país, destacou.

A Primeira-Ministra acrescentou que este reposicionamento é fundamental para garantir que Moçambique disponha de um capital humano preparado para responder, com eficácia e inovação, aos desafios emergentes em diferentes sectores.

UEM dá o corpo ao manifesto

Na mesma ocasião, a Vice-Reitora Académica da Universidade Eduardo Mondlane, Amália Uamusse, afirmou que a instituição tem vindo a alinhar a sua actuação com esta visão, apostando na formação de investigadores críticos, criativos e comprometidos com o desenvolvimento sustentável. “A UEM vê neste evento, uma plataforma privilegiada para apresentação de resultados de investigação, o intercâmbio de experiências e a criação de redes de colaboração científica entre jovens investigadores”, rematou.

Ciência jovem como resposta aos desafios contemporâneos

O encontro, que decorre sob o lema “Diversidade Cultural, Inovação Digital e Saberes Ancestrais: Construindo Futuros Sustentáveis em África”, reúne mais de 1.200 participantes, entre investigadores, decisores públicos e membros da sociedade civil dos países da CPLP.

A Presidente da Associação de Jovens Investigadores da CPLP, agremiação organizadora do evento, Dr.ª Cristina Morales, explicou que a conferência visa também contribuir para a construção do sentido de pertença e ânimo colectivo, construindo pontes entre os jovens cientistas. “É essencial compreender que todos partilhamos um objectivo comum, o de ultrapassar as dificuldades crónicas para uma África que tem sido marcada por desgraças”, disse.

Intervindo no acto, o Presidente do Município de Maputo, Rasaque Manhique, fez saber que a capital do país regista um movimento diário de mais de dois milhões de pessoas, clamando, por isso, por soluções inteligentes, inovadoras e sustentáveis para responder aos desafios urbanos.

Para o Edil, as soluções para os desafios urbanos que Maputo enfrenta só poderão vir de jovens cientistas que com coragem intelectual e espírito crítico são chamados a produzirem conhecimento que respondam as realidades do país e do continente.

Ao longo de três dias, os participantes são chamados a reflectir sobre o papel da ciência, da inovação e do conhecimento local na construção de soluções inclusivas e sustentáveis.