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Investigadores da FAEF avaliam eficiência de uso da Água na produção do Milho

faef-agua-soloTrata-se de 15 variedades de milho em estudo cujo objectivo é verificar até que ponto cada uma delas responde às várias dotações dos níveis de água. No campo de estudo foi colocada ao meio uma linha de aspersores que faz a distribuição da água para as laterais. Mas a partir da linha dos aspersores para as laterias a quantidade de água vai reduzindo, submetendo as plantas a condições diferentes de dotação da água.
Segundo explicou o Prof. Doutor Alfredo Nhantumbo, que está a coordenar a equipa que desenvolve o estudo, o objectivo é verificar a partir de que quantidade de água pode começar a ser prejudicial para o desenvolvimento da planta do milho.
"O que esperamos é que cada variedade vai responder de uma maneira diferente", disse. Entretanto, decorrem avaliações relacionadas com vários parâmetros como a altura das plantas ao longo do ciclo, as fases fenológicas das variedades e a medição da quantidade da água no solo.
O estudo sobre a Avaliação da Eficiência de Uso da Água de 15 variedades de Milho está a ser levado a cabo por técnicos da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal da UEM (FAEF) em parceria com o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM).
O trabalho de investigação está a decorrer no Centro de Desenvolvimento Agrário de Sabié (CEDAS), no distrito da Moamba, e no distrito de Chokwé, província de Gaza, cujos solos foram previamente estudados. "O que nós vamos fazer no fim é cruzarmos os resultados e vermos qual é o padrão de comportamento das variedades de Chokwé e de Sabié", frisou.
De acordo com o Prof. Doutor Sebastião Famba, no terreno, o trabalho de investigação consiste no acompanhamento das plantas desde a sementeira, a germinação, o crescimento das plantas e o tempo de floração. No fim, proceder-se à avaliação tendo em conta as condições de boa humidade (perto dos aspersores), as intermédias e nas condições de sequeira (longe dos aspersores).
Ontem (14/12), decorreu no Centro de Desenvolvimento Agrário de Sabié o Dia de Campo, momento que serviu de interação entre os agricultores, extensionistas e investigadores e consistiu na visita ao campo de ensaio.
No final, os agricultores mostraram-se satisfeitos com a iniciativa porquanto permitiu-lhes fazerem uma análise e pré-seleção das variedades em estudo, aquelas que para eles podem demonstrar melhor desempenho nas suas machambas.
Assim, para os agricultores do Posto Administrativo de Sabié as variedades T9, T4 e T7 apresentaram características satisfatórias pelo seu crescimento, a cor das flores, o tamanho da maçaroca entre outros factores. Enquanto os agricultores do distrito de Chókwè preferiram T4, T8 e T13 que aparentemente poderão apresentar melhores desempenho.
Entretanto, os técnicos que estão a efectuar o estudo advertem que as plantas de milho ainda se encontram na fase vegetativa, pelo que, as expectativas dos agricultores podem ficar defraudadas na fase da colheita.
Outro técnico que integra a equipa de investigadores, Eng.º Joaquim Bucuane, afirmou que a T4 preferida pelos dois grupos de agricultores cujo nome da variedade chama-se "gogoma" é a melhor em termos de tamanho, resiste ao ataque de pragas e garante uma boa produção.
"Nesta fase estamos a ensaiar aqui na estação, depois seguem-se ensaios no campo dos agricultores com as variedades pré-selecionadas. Das três escolhidas pelos camponeses vamos verificar qual delas se comporta bem nas machambas dos produtores", explicou.
Espera-se que a colheita aconteça entre finais de Janeiro e começo de Fevereiro. Nessa altura, os agricultores voltarão a ser convocados para verificação dos rendimentos. "Nós temos o registo da primeira vez que vieram e desta vez também registamos. É possível que as variedades que eles consideraram serem as melhores agora na fase vegetativa, não mostrem bom desempenho na colheita", concluiu.
O CEDAS, local que recebe a pesquisa, está neste momento a acolher a realização de outras duas pesquisas relacionadas com a produção de milho e de feijão nhemba. De acordo com Prof. Doutor Hilário Magaia, Chefe do Centro, para a realização de pesquisas o Centro dispõe de casas, 4 campos vedados sem interferência humana e animal, infraestruturas implantadas para a realização da rega, entre outras condições.

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