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Governo britânico quer apoiar a formação de engenheiros para os sectores de petróleo e gás

Secretário do Comércio Internacional BritânicoNo âmbito do desenvolvimento das habilidades dos estudantes em engenharia para fazer face ao crescimento da indústria extrativa no país, o Secretário para o Comercio Internacional Britânico, Liam Fox, que ontem (20/09) visitou a Faculdade de Engenharia da UEM, manifestou a vontade de o seu governo apoiar, através das empresas Britânicas que pretendem operar nos sectores de petróleo e gás, na formação e treinamento de estudantes do curso de engenharia.
Moçambique dispõe de enormes reservas de petróleo e gás, com enfoque para a região norte, e estima-se que vai necessitar de cerca de 50 mil engenheiros nos próximos 25 anos para responder a procura por mão-de-obra nesses sectores.
Por outro lado, com a saída da Grã-Bretanha da União Europeia esta potência procura, a título individual, estabelecer parcerias e desenvolver negócios. Visto que parte das empresas prestadoras de serviços no sector petrolífero serão Britânicas, este país quer garantir, a partir de agora, que a mão-de-obra local esteja devidamente treinada.
Mas o Director da Faculdade de Engenharia da UEM, Prof. Doutor Alexandre Charifo Ali, momentos após ter mantido encontro com o governante britânico, frisou que o apoio está dependente de um projecto a ser submetido junto da Grã-Bretanha.
"Sabemos que o fundo para nos apoiar será fruto das contribuições das empresas Britânicas que pretendem operar no sector de petróleo e gás, em Moçambique, mas o financiamento será através do governo britânico", disse.
Após o financiamento seguir-se-á a formação de recursos humanos para reforçar a capacidade interna com vista a responder aos desafios futuros e, partir daqui, formar engenheiros que serão necessários para satisfazer a procura interna por mão- de- obra nos sectores de petróleo e gás.
Entretanto, Charifo Ali sublinhou que no topo das necessidades da Faculdade de Engenharia constam a sua reabilitação e ampliação para permitir o seu crescimento e responder a demanda, visto que, desde a sua construção em 1962, o edifico nunca beneficiou de uma reparação.
Outras necessidades são a formação do corpo docente e o apetrechamento dos laboratórios porque, segundo ele, petróleo e gás nunca foram uma área tradicional de ensino. O país sempre priorizou a engenharia mecânica, química, eletrotecnia e engenharia civil.
"Petróleo e gás são novas áreas e nós não estávamos preparados porque todo este movimento começa em 2012 em Moçambique", concluiu.
Refira-se que uma parceria tal qual os britânicos pretendem introduzir está em curso com a General Eletric (GE), uma empresa americana que apoia na formação de 25 estudantes da Faculdade de Engenharia com 5 mil meticais mensal e Um computador, sendo que findo período de formação estes estudantes são recrutados para as empresas General Eletrics dentro e fora do país.
sc-british-01Segundo o Prof. Doutor Alexandre Charifo Ali, em 2015, aconteceu o recrutamento de 22 graduados que se encontram a trabalhar na General Eletric.
Na Faculdade de Engenharia, o Secretário do Comércio Internacional Britânico que se encontra de visita a Moçambique, manteve contacto com a direcção e interagiu com os estudantes. Visitou os laboratórios de Hemodinâmica e de Hidráulica.
Na ocasião, fez-se acompanhar pela Alta Comissária Britânica em Moçambique, Joana Kuensseberg, da Ministra dos Recursos Mineiras e Energia de Moçambique, Letícia Klemens, e do Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo.
Liam Fox está em Moçambique para discutir o comércio e os investimentos entre Moçambique e a Grã-Bretanha, onde manteve encontros oficiais com Presidente da República, Filipe Nyusi, e Ministro da Indústria e Comercio, Max Tonela.

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