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CeCAGe promove debate sobre a indução da abordagem de cidades seguras

cecage1Enquadrado no âmbito das comemorações do mês da mulher que este ano é celebrado entre os dias 4 de Março e 7 de Abril, o evento é uma forma de assinalar a passagem de várias datas que marcam a luta pela igualdade de género no mundo.
A realização deste seminário é a materialização de parte das recomendações apresentadas num estudo sobre a situação da violência contra as mulheres e raparigas nos espaços públicos da cidade de Maputo.
A nível internacional o mês da mulher é assinalado com o lema "as mulheres no mundo de trabalho em mudança por um planeta 50/50 em 2030", enquanto no país é celebrado com o lema "justiça, trabalho digno, parceiros e o fim da violência baseada no género".
Segundo explicou a directora do Centro de Coordenação para os Assuntos do Género da UEM (CeCAGe), Profa Doutora Gracinda Mataveia, o arranque das celebrações do mês da mulher no país, a 4 de Março, dia do destacamento feminino, criada pela resolução do comité central da FRELIMO como forma de combater a exclusão das mulheres das discussões dos problemas da luta de libertação é demonstrativo de que os combatentes da luta pela independência já tinham a consciência que a libertação da mulher só seria possível com a sua participação na educação, nas campanhas de saúde, na produção e no ingresso no mercado do trabalho.
Na sua intervenção, Florence Raes, representante da ONU mulheres em Moçambique, referenciou o facto de se registar um recrudescimento do crime violento nas vias públicas da capital do país, onde a mulher e a rapariga têm sido a principal vítima.
cecage4Citando um estudo liderado pela UEM, Raes disse que só nos últimos 12 meses 60 por cento das mulheres e raparigas entrevistadas afirmaram ter sofrido algum tipo de assédio na via pública. O mesmo estudo, segundo a fonte, destaca que 90 por cento das mulheres e raparigas nos bairros onde decorreu o estudo (Maxaquene e Chamanculo) restringem a sua circulação a noite antes das 22 horas.
Tendo em conta que há muitos que trabalham de dia e estudam a noite, a representante da ONU Mulheres no país, avisa que esta situação pode ter impacto sobre a liberdade das mulheres e sobre o crescimento económico daqueles bairros e da cidade de Maputo, em geral.
Em 2010, a ONU Mulheres lançou o projecto cidade segura como resposta ao fenómeno de violência e assédio em espaços públicos, na altura, com uma metodologia que procurava entender diferentes realidades para depois desenvolver um programa.
Actualmente, a ONU Mulheres em parceria com o Município de Maputo e UEM, está num processo de auscultação para desenvolver um programa denominado "Maputo cidade segura para todos e livre da violência contra mulheres e raparigas".

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