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A perda da biodiversidade é uma ameaça ao desenvolvimento económico e social sustentável, considera o Prof. Almeida Sitoe

Abertura-2017

O Professor Catedrático em Ecologia e Silvicultura de Florestas Naturais, Almeida Sitoe, entende que o cenário actual caracterizado pela pobreza e falta de oportunidades de geração de renda nas zonas rurais leva a que muitas pessoas recorram à exploração ilegal não sustentável da biodiversidade, resultando na perda do capital natural que fornece bens e serviços ecossistémicos, sendo assim, um factor de risco significativo no desenvolvimento de negócios e no turismo em especial, ameaçando desse modo a sustentabilidade económica à longo prazo.
Sitoe, que falava na Oração de Sapiência na Sexta-feira última, 24 de Fevereiro, por ocasião da abertura solene do Ano Académico 2017 na UEM, cujo tema foi "Conservando e valorizando a biodiversidade para promover um turismo sustentável", disse que a biodiversidade e o turismo têm um potencial muito elevado mas ainda pouco reconhecido em Moçambique.
Para o académico, conciliar os objectivos de conservação da biodiversidade e de subsistência passa necessariamente por um relacionamento harmonioso entre os agentes de conservação e as comunidades locais. "Conseguir esse relacionamento traz consigo vantagens para as próprias comunidades residentes pois encontram ai oportunidades de emprego e alternativas de utilizar a biodiversidade de forma sustentável", disse.
O orador fez saber que a fauna bravia rende mais viva que morta, recorrendo para tal aos estudos levados à cabo no Quénia que estimam que um elefante pode gerar cerca de um milhão de dólares durante a sua vida inteira em receitas do turismo, mas o marfim resultante do abate desse mesmo elefante, quando vendido não passa mais dos 15 mil dólares, daí que o desafio é encontrar uma forma alternativa de valorizar a biodiversidade que não seja a extractiva.
abertura-nyamb-17Para o ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Prof. Doutor Engo Jorge Nhambiu, a escolha do tema para a Oração de Sapiência, demonstra de forma inequívoca, o comprometimento da UEM com a causa de conservação da biodiversidade, bem como para a promoção do turismo nacional, facto consubstanciado pela existência, nesta instituição, de cursos nas áreas de Turismo e Ambiente.
O governante defendeu a necessidade de uma inter-acção profícua entre a universidade e a sociedade como factor fundamental para que o conhecimento produzido nesses cursos seja integrado nas comunidades, e para que os estudantes formados contribuam com conhecimento científico na tomada de decisões e políticas públicas através da incorporação cientifica, tecnológica e de inovação.
Num outro momento da sua alocução, Nhambiu encorajou a UEM para que com os seus especialistas encontre formas de melhor gestão dos recursos hídricos de modo a minimizar o impacto da seca que assola a região sul do país e, de modo particular a província e cidade de Maputo, que obrigou as autoridades a adoptarem medidas de restrições no fornecimento da água.
Por seu turno, o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, frisou que a instituição que dirige dedica uma especial atenção à biodiversidade e ao turismo, facto notável pela existência da Escola Superior de Hotelaria e Turismo e cursos em várias Faculdades na área do Turismo, Ambiente e Conservação da Biodiversidade.
Quilambo alistou que, sendo a maior parte da população moçambicana residente nas regiões costeiras e o país possuir extensas áreas de conservação, cujo potencial deve ser explorado com vista a melhorar as condições de vida das comunidades, a escolha do Turismo como área catalisadora do desenvolvimento encontra na UEM um factor dinamizador.
Dentre outros projectos programáticos para o segundo ciclo da governação que este ano inicia, o Reitor renovou o compromisso que a UEM tem de continuar a produzir graduados competentes e comprometidos com o desenvolvimento económico, social e cultural do país, sendo que "as áreas prioritárias definidas pelo governo, nomeadamente a agricultura, a energia e infra-estruturas e turismo serão a matriz de orientação da nossa actividade de investigação e extensão".
Discursando na ocasião, o Presidente da Associação dos Estudantes Universitários, Salvador Muchidão, rogou a direcção da UEM para que ofereça uma atenção especial aos estudantes mais necessitados na prossecução dos objectivos da sua formação.
A cerimónia foi bastante concorrida e contou com a presença do ex-presidente da República, Armando Guebuza, corpo diplomático, dirigentes de outras instituições do ensino superior, membros do governo, docentes, estudantes, corpo técnico administrativo entre outros.

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