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PR congratula universidades pela formação de geólogos

Presidente da Republica, Armando Guebuza, congratulou as universidades e as instituições de ensino técnico e vocacional pelo papel que têm estado a desempenhar na formação de mais técnicos, investigadores e geocentristas em quantidade e qualidade para responder à pressão do mercado. Falando ontem, 21 de Novembro, na abertura do Primeiro Congresso de Geologia de Moçambique, que decorre em Maputo sob o lema “Geologia para Desenvolver Moçambique”, afirmou ainda que as recentes descobertas do potencial geológico-mineiro catapultaram o país nas bolsas de valor do mundo e ganhar visibilidade na imprensa internacional.

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Segundo o Presidente, adensa-se entre os moçambicanos a consciência de que o país é deles, por conseguinte, cabe a eles liderar o seu desenvolvimento. Segundo a fonte, a missão de desenvolver o país não pode ser realizada por procuração. “A missão de levar de vencida a pobreza cabe somente aos moçambicanos”, disse Guebuza Armando Guebuza afirmou também que com as recentes descobertas dos recursos naturais o país tem atraído investidores de vários cantos do mundo. Segundo ele, Moçambique, mais do que um país de que se fala, hoje é um país com que se fala. A nível interno, o Guebuza destacou a contribuição do sector geológico-mineiro na economia através da melhoria das condições de vida dos moçambicanos. Disse ainda que o seu governo está empenhado na realização da reforma da legislação mineira e petrolífera de modo a adequá-la aos novos desafios do sector. Anunciou que estão igualmente em curso acções que visam aprimorar os mecanismos que asseguram a boa governação na área dos recursos minerais. Com vista a dotar o país de quadros especializados e com perfil técnico adequado para servir as instituições relevantes e as industrias mineiras, o Presidente da Republica disse que está em curso a formação de quadros em diversas especialidades das áreas geológico-mineiras. Disse ainda que no contexto da boa governação, Moçambique aderiu de forma voluntária, em Maio de 2009, à Iniciativa de Transparência na Industria Extractiva (ITIE), uma instituição internacional que se guia pelo binómio “declare o que paga, declare o que recebe”, e que a 26 de Outubro foi declarado país cumpridor da iniciativa. Destacou com gratidão o papel de alguns governos amigos de Moçambique e de empresas que operam no sector mineiro que tem estado a conceder bolsas de estudo para formação de quadros de diversas qualificações. Disse que estas empresas desempenham um papel vital para o surgimento de pequenas e medias empresas com as quais se estabelecem relações de simbiosidade. Armando Guebuza disse também que como nação, é importante dispensar maior atenção na formação em geologia aplicada para pesquisa de recursos hídricos, engenharia civil e engenharia geológica, pois, segundo o presidente, são matérias que são cada vez mais importantes no desenvolvimento social e económico do país. O Presidente da Republica reconheceu o trabalho significativo realizado pelos geólogos, com a participação de profissionais e técnicos moçambicanos e que culminou com a publicação de cartas geológicas modernas e actualizadas de Moçambique nas escalas 1.1250 000 e de 1.1000.000 e das respectivas notas explicativas. Trata-se de uma informação útil, segundo o Presidente, no processo negocial e na promoção de Moçambique como destino para investimentos mesmo em recursos que são chave na solução para os défices que se registam à escala planetária. O Presidente da Associação de Geologia de Moçambique, Daude Jamal, chamado a intervir, destacou o estabelecimento de relações entre a classe dos geólogos e as várias instituições, desde a fundação da associação em 2003. Jamal disse que o primeiro congresso se realiza num momento de crucial importância, pois, coincide com as recentes descobertas de recursos naturais no país, o que em si lança enormes desafios para os geólogos. Quanto a ele, a Associação de Geologia de Moçambique tem como objectivo, entre outros, promover e desenvolver a actividade geológica de Moçambique e conta com pouco mais de 150 membros. Por seu turno, o Vice-Presidente da Sociedade Geológica de África para a região da África austral, Lobo Vasconcelos, alertou para necessidade de se usar o dinheiro que advêm dos recursos naturais para a dinamização de outras áreas como a agricultura e o comércio, tendo em conta que os recursos ora descobertos não são renováveis. Vasconcelos disse ainda que um país sem educação não se pode desenvolver, por isso, a fonte chama à necessidade de o país continuar a formar quadros para se promover a pesquisa e investigação na área de geologia e de minas. A mesma posição foi igualmente defendida pelo Director da Sazol, Mateu Zimba, para quem há uma necessidade de se intensificar a actividade de pesquisa para melhor conhecer a terra. Numa curta intervenção, a Ministra dos Recursos Minerais, Esperanças Bias, disse que o congresso visava, entre outros, divulgar os trabalhos científicos na área de geologia bem como incentivar outros trabalhos. Ainda durante o primeiro dia do Primeiro Congresso de Geologia de Moçambique foram entregues pela mão do Presidente da Republica, Armando Guebuza, prémios de reconhecimento a individualidades que se destacaram para o desenvolvimento e promoção da área de geologia no país. Trata-se de Elísio Godinho por ser o geólogo mais velho em actividade e de Lobo Vasconcelos pelo reconhecimento da sua carreira de docente no departamento de Geologia da Universidade Eduardo Mondlane, desde 1974. O Primeiro Congresso de Geologia de Moçambique se realiza pela primeira, desde a independência, e conta com mais de 260 delegados, entre nacionais e estrangeiros.